Hoje é o Dia da Pizza em São Paulo

Historiadores divergem sobre onde e quando ela nasceu, quem a batizou, qual foi sua primeira casa e em que dia ela deu o ar e o cheiro de sua graça por essas terras. Certamente tudo isso só interessa aos estudiosos. Para o resto da humanidade, o importante é que a pizza chegue quente à mesa, com o queijo bem derretido, e que o motoqueiro seja rápido, quando o pedido for feito pelo telefone. O caso de amor de São Paulo com a pizza é tão grande que em 1985 o então secretário de turismo, Caio Luís de Carvalho, criou o Dia da Pizza e cravou a data: 10 de julho. Hoje há mais de 5.500 locais que assam o disco por aqui, entre pizzarias, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos. Mas nem sempre foi assim. As primeiras redondas chegaram naturalmente com os italianos ? sobretudo napolitanos - no final do século 19 e início do passado. Mas a informação de quem assou o primeiro disco de farinha de trigo, água e sal, por aqui é desconhecida. O que se sabe é que foi um napolitano, chamado Carmino Corvino, mais conhecido como Dom Carmenielo, quem abriu a primeira cantina com um forno à lenha para pizza. Isso aconteceu no início do século passado, na Avenida Rangel Pestana, esquina com Monsenhor Anacleto. A cantina Dom Carmenielo logo se transformou num dos pontos prediletos de reunião da colônia no Brás. Nessa época, considerada comida de pobre, a pizza podia também ser encontrada em carrinhos de vendedores ambulantes, que as mantinham aquecidas em pesados latões de zinco e, para vendê-las, gritavam "Pizza Napolitana!". Foi bem mais tarde, somente na década de 40, que a redonda começou a ser apreciada também pelos endinheirados. A primeira pizzaria chique de São Paulo chamava-se Surpreza - com um Z à antiga. Mas os sabores se limitavam às pizzas de mussarela, aliche ou ´mezzo a mezzo´. Hoje é impossível saber quantos sabores e variações podem cobrir o famoso disco. A cada dia surge uma mistura diferente - existe até pizza com carne seca, purê de mandioca e azeite de dendê, além das pizzas doces de sobremesa. Sorte dos paulistanos, que não se cansam de provar os novos sabores criados pelos pizzaiolos - esses chefes de cozinha que esticam e rodam a massa, para levar ao forno o prato típico de São Paulo.

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