Hoje, como no tempo de Machado

No Real Gabinete Português de Leitura, as portas vivem escancaradas. Tem turista que gosta da fachada, entra para tirar duas fotos e vai embora. Já o pesquisador português Carlos Francisco Moura, de 77 anos, tem no silencioso salão de leitura uma extensão natural de casa. "Venho aqui desde os 16 anos, quando era aluno do Colégio Pedro II."

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

Seu Carlos, que é sócio, se senta numa mesa à esquerda da imagem em bronze de Camões, quase em frente da placa-tributo a um frequentador também assíduo, só que no século 19: Machado de Assis. O escritor presidiu ali as primeiras reuniões da Academia Brasileira de Letras, quando ela ainda não tinha um teto. As estantes, os suportes para as escadas, os vitrais, a mobília - tudo é do tempo de Machado.

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