Hits da época áurea de um conquistador

Um apanhado dos solos de sax que marcaram a época do revival em questão - de meados dos anos 70 ao fim dos 80 - começa com o trabalho de Clarence Clemons (foto) nos históricos discos Born to Run e Darkness at the Edge of Town, de Bruce Springsteen. Clemons foi o padrão para o casamento do blues com o rock, e seus improvisos em canções como Born to Run e Jungleland tiveram influência incalculável no pop rock comercial que sucedeu os primeiros anos da E Street Band.

O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2012 | 03h07

Um de seus filhotes mais óbvios é o hit Baker Street, de 1978, embora, ao final da década, o sax na canção popular tivesse virado carne de vaca. O solo do clássico Who Can It Be Now, do Men at Work, em 1981, entra para a seleção, assim como o de Maneater, dos hitmakers Darryl Hall e John Oats. Uma quebra de objetividade jornalística me obriga a incluir o épico e anônimo solo de (I've Had) The Time of My Life, hit interpretado por Bill Medley e Jennifer Warnes para a trilha de Dirty Dancing. O solo ao final do pas de deux de Patrick Swayze e Jennifer Grey é pura pieguice oitentista, mas marcou, certamente, não só a minha infância.

Outros clássicos do gênero são Careless Whisper, de George Michael, balada onipresente na rádio Antena 1; e Kokomo, dos Beach Boys sem Brian Wilson (que não escreveu a música mas participou de uma versão em espanhol da canção). Michael Brecker e o riff improvisado de Your Latest Trick, do Dire Straits, também está entre os mais importantes, assim como o solo de Smooth Operator, de Sade, canção que define até hoje a estética do smooth jazz. / R.N.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.