Imagem Fábio Porchat
Colunista
Fábio Porchat
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Histórias

Eu adoro histórias. Adoro contá-las e ouvi-las. Mas aquelas histórias que aconteceram com alguém que viu uma pessoa dizer que já leu em algum lugar que é verdade mesmo. Tenho algumas preferidas e queria contá-las para vocês. As três dizem respeito a alguns assuntos que muito me interessam. Dom, vocação, talento, criatividade e trabalho. Sempre me perguntei se já nascemos com algum dom, com um talento nosso que já é nato ou se isso vai se criando ao longo da vida. Ou os dois? E de que adianta talento se você não desenvolvê-lo? Todos somos criativos em algum grau. Por que é que o mundo poda nossa criatividade diariamente. As escolas deveriam querer alunos criativos, não alunos que tenham decorado a fórmula de Bhaskara. Uma mente criativa pode mudar o mundo, uma mente bitolada é a que tenta deixar o mundo exatamente do jeito que ele está! Ei-las!

Fábio Porchat, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2014 | 02h05

Uma mulher, bailarina, estreava seu primeiro espetáculo. A crítica foi arrasadora! E dizia que ela era péssima. Ela largou o balé e foi fazer outra coisa da vida. Trinta anos mais tarde, ela vai assistir a uma apresentação no Municipal e vê na plateia seu detrator. Ao final da peça, ela se dirige ao crítico e dispara: por sua causa, por causa daquilo que você escreveu, eu desisti do meu sonho! Ao que ele responde: se algumas palavras escritas num pedaço de papel por uma pessoa que você nunca viu na vida te fizeram desistir do seu sonho, é porque com certeza aquilo não era o seu sonho.

Um pianista, dos mais importantes, havia acabado de fazer uma performance para um auditório lotado. Aplaudidíssimo. Indo embora, uma fã que o aguardava do lado de fora o intercepta e diz: O show foi maravilhoso. Você é um gênio. Eu daria a minha vida para tocar como o senhor. Ele diz de imediato: Pois é, eu dei a minha.

Uma menina de 12 anos começou a ir muito mal na escola. A direção chamou a mãe para uma conversa e disse para ela procurar a ajuda de um psicólogo. A mãe, assustada, a levou no dia seguinte. No consultório, a mãe falava preocupadíssima sobre a filha, quando o psicólogo notou que a menina estava com o olhar meio perdido e balançando a perna no ritmo da música ambiente. Ele pediu para falar em particular com a mãe e os dois saíram da sala. Antes de sair, ele aumentou o volume do som. Passados cinco minutos do lado de fora, ele sugeriu que voltassem. Quando entraram, deram de cara com a menina dançando tranquilamente ali no meio da sala. O psicólogo na hora diz: Minha querida, sua filha não é má aluna, ela é bailarina. Matricule-a imediatamente num curso de dança. Um mês depois, a menina voltava a tirar dez em matemática.

Tem alguma história assim? Me conta que eu quero ouvir!

Tudo o que sabemos sobre:
Humor

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.