Histórias de um presídio

O Memorial da Resistência de São Paulo, abrigado no prédio da Estação Pinacoteca, no Largo General Osório, recebe agora a instalação Liberdade, de Carlos Vergara. É um projeto especial para o artista, tendo como gatilho a implosão do Complexo Penitenciário Frei Caneca, do Rio de Janeiro, ocorrida em julho de 2011. Vergara acompanhou todo o processo de destruição do presídio, criando filmes e fotografias. Mais ainda, produziu pinturas, monotipias (nas quais captura em tecidos e papéis restos e memória do local) e objetos e incorporou, à obra, 32 portas de celas do complexo penitenciário.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2012 | 10h39

"Toda arte é política quando expande o sensível, amplia a capacidade de se ver o bom e o ruim", já afirmou Carlos Vergara à reportagem, criador da Geração 60. Trazer a instalação Liberdade para o Memorial da Resistência de São Paulo, local que abrigou a seção paulista do Departamento de Ordem Política e Social entre 1940 e 1983, reitera o caráter político da obra.

CARLOS VERGARA - Memorial da Resistência - Lgo. Gal. Osório, 66, tel. 3335-4990. 10 h/ 18 h (fecha 2ª). Grátis. Até 14/10. Abertura amanhã, 13 h, para convidados.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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