Histórias da Bíblia no GNT

Até Steven Spielberg já se interessou por uma história contada pela Bíblia. Quando filmou Os Caçadores da Arca Perdida, em 1981, com Harrison Ford, o diretor de cinema usou como tema central a Arca da Aliança, um dos mais preciosos e sagrados objetos cristãos, e que simplesmente desapareceu. A mesma curiosidade que levou Spielberg a tratar o assunto também moveu o pesquisador bíblico Mike Sanders e outros cientistas, que tomados pelo desejo de provar a verdade sobre algumas passagens bíblicas percorreram importantes regiões em Israel e na Palestina. Os relatos estão na série Histórias Verdadeiras da Bíblia, produzido pelo canal inglês Channel 4, e que o "GNT" (Net/Sky) leva ao ar em três episódios, a partir desta quarta, às 20h30.Unindo tecnologia à religião, a expedição percorreu locais que vão do Mar Morto às montanhas da Judéia. A série fala especialmente sobre três das mais conhecidas histórias relatadas no Livro Sagrado: as cidades de Sodoma e Gomorra, a Arca da Aliança e o Santo Sepulcro. Na estréia, o assunto é o desaparecimento de Sodoma e Gomorra, descritas no Velho Testamento como sinônimos de imoralidade e comportamento devasso, por conta das orgias e excessos que ali ocorriam. Segundo conta a Bíblia, as cidades foram vítimas de uma ira divina, que para punir os que ali moravam, a destruiu com uma chuva de fogo e enxofre. Muitos consideram a história simbólica, pois até hoje não houve nenhum registro de que elas realmente existiram. Em busca dessa prova, Sanders esteve na região do Mar Morto, onde ele acredita estarem submersas as ruínas das duas cidades. O segundo programa - A Arca da Aliança, na quinta - fala sobre a arca construída por volta de 1250 a.C. e que abrigou as placas dos Dez Mandamentos. Conta-se que a relíquia seguiu para Jerusalém com o rei Davi e foi vista pela última vez no templo do rei Salomão. Mas nos 400 anos seguintes ela desapareceu do local, gerando centenas de referências de onde realmente poderia estar.Para os arqueólogos, a hipótese mais provável de sua localização são as ruínas de um templo egípcio no meio do deserto. Uma lenda conta que a Rainha de Sabá levou o objeto sagrado para a Etiópia; em outra lenda, afirma-se que a Arca está escondida nas grutas de Qumrân, mesmo assim, até hoje ninguém conseguiu provar se ela realmente existiu.Fechando a série vai ao ar na sexta o episódio A Sepultura de Cristo, considerado pelos cristãos como o lugar mais sagrado do mundo. Localizada em Jerusalém, a igreja do Santo Sepulcro foi construída pelo imperador Constantino no suposto local da morte de Cristo. Dentro dela há uma capela tida como o lugar onde foi colocado o corpo de Jesus. Enquanto muitos afirmam que tudo não passa de uma representação religiosa, os arqueólogos britânicos Martin e Birthe Biddle dedicaram 10 anos à essa pesquisa, que contou com registros antigos e recentes avanços tecnológicos. Porém, a descoberta depende do acesso à mais secreta das capelas da igreja, para então se confirmar o local exato da sepultura de Jesus.O verdadeiro - Como seria a história do fundador da maior religião ocidental se contada por aqueles que conviveram próximos a Ele, mas não puderam divulgar suas versões? Esse é o tema central do documentário O Verdadeiro Jesus Cristo, que o "GNT" apresenta também na quarta, dia 20, às 23 horas. Diferente do que foi escrito pelos apóstolos liderados por Paulo, o programa traz uma visão da vida de Jesus, caso fosse relatada por um outro grupo de seguidores, surgidos após a morte do Messias e que desapareceu sem deixar sinal. Nessa história são abordadas questões polêmicas, como a verdadeira intenção de Jesus ao fundar uma nova religião, seu nascimento por meio de dois humanos, e a verdadeira razão da sua execução, ligadas aos problemas políticos do estado romano, entre outras controvérsias. Com os relatos de amigos e parentes próximos a Ele -e esquecidos no decorrer da história -o documentário apresenta um Jesus Cristo alternativo e instigante, bem diferente aquele descrito e apresentado à humanidade no Novo Testamento.

Agencia Estado,

17 de dezembro de 2000 | 11h56

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