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Heroína que virou malvada

Quando convidou Rachel McAdams para atuar em Meia Noite em Paris, Woody Allen avisou que sua personagem estaria "mais para vilã que para objeto do desejo". "Adorei a ideia, já que trago várias garotas adoráveis na bagagem", disse a atriz canadense, referindo-se provavelmente às heroínas de Diário de Uma Paixão (2004), Penetras Bons de Bico (2005), Te Amarei Para Sempre (2009) e Uma Manhã Gloriosa (2010).

Elaine Guerini, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2011 | 00h00

Rachel só não imaginava que teria dificuldade para encontrar o tom certo da personagem fútil e mandona. Num primeiro momento, ela abordou como "gato e rato" o relacionamento de Inez com o noivo, Gil (Owen Wilson). "Como o gato da história, eu queria ter sempre uma pata no rabo do rato, para não deixá-lo sair do meu controle." Mas Allen não aprovou. Ele pediu que Rachel fosse mais fria e parasse de tocar o colega de cena - derrubando a teoria de que o cineasta não orienta os atores no set. "Quando o trem está saindo dos trilhos, obviamente Woody interfere."

De tanto ouvir dizer que Allen não entrega o roteiro completo aos atores, Rachel esperava receber apenas as páginas com os diálogos de sua personagem. "Outra besteira, pois Woody me deu o roteiro integral. Só achei estranho ele pedir que eu o devolvesse logo no dia seguinte." De todas as lendas sobre o universo de Allen, a atriz confirmou apenas uma. "O cachê dos atores é mesmo irrisório", contou, rindo.

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