Herdeiros da TV Paulista tentam anular negócio com a Globo

Herdeiros dos controladores originais da Rádio Televisão Paulista S.A., empresa absorvida pelo grupo Globo em São Paulo, tentam conseguir na Justiça a anulação do negócio, que foi fechado em 1964. Segundo eles, a venda ao empresário Roberto Marinho e o processo de reorganização societária subseqüente foram marcados por irregularidades como falta de registro em órgãos oficiais e uso de documentos falsos e em nome de mortos, passando por manobras em assembléias de acionistas. A família Marinho alega no processo que os autores mentem e agem de má-fé. O processo, ajuizado em setembro de 2001, corre na 41.ª Vara Cível do Rio e é movido por Regina Marietta Junqueira Ortiz Monteiro e sua irmã Alexandra Geórgia Junqueira Monteiro Barbosa, representantes dos espólios de três dos controladores originais e de uma sucessora deles. Documentos falsosPerícia do Instituto Del Picchia considerou falsos os recibos e procurações usados na compra dos 52% do total do capital que pertencia ao grupo. A compra por Roberto Marinho das 15.099 ações ordinárias e preferenciais ocorreu em 5 de dezembro de 1964, por Cr$ 60.396,00, segundo os autores. Ontem, o juiz Leandro Ribeiro da Silva presidiu audiência de instrução e julgamento. Tentou um acordo entre as partes, mas não conseguiu.

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