Herdeiro de Lygia Clark acusa MAM-RJ de reter obras

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro foi acusado anteontem pelos herdeiros da artista plástica Lygia Clark de reter documentos e objetos que pertenciam à artista e que foram deixados no museu após sua morte. Álvaro Clark, filho de Lygia, disse que os objetos nunca foram doados ao museu, mas sim cedidos provisoriamente. Lygia Clark morreu em 1988.Álvaro Clark também afirmou, em reportagem publicada ontem pelo jornal O Globo, que o MAM do Rio teria cuidado mal do acervo durante os 14 anos em que teve a guarda dos objetos. Além disso, também levantou suspeitas de que um estudo para a versão em inglês do Livro-Obra, de Lygia, teria sido vendido a uma colecionadora brasileira que faria parte da equipe de curadores do Museum of Modern Art, de Nova York. Os objetos e documentos citados por Álvaro Clark são parte do material que estava no ateliê da artista em Copacabana quando ela faleceu. Ele disse que o abalo emocional dos herdeiros os levou a deixar o acervo no museu, mas nega que tenham sido feitas doações. A direção do museu afirma que o acervo foi doado. Em nota expedida ontem, a direção do MAM do Rio afirma que as obras de Lygia Clark que estão no museu pertencem à coleção Gilberto Chateaubriand e a seu próprio acervo. Diz ainda que parte dos documentos da artista foi doada por terceiros. Promete também processar Álvaro Clark com base em documentos que, segundo afirma, refutam as acusações do herdeiro de Lygia Clark.

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