Herchcovitch embarca na onda retrô

Ao contrário do verão colorido de Jum Nakao, a coleção masculina de Alexandre Herchcovitch não dá nem um sorriso. Aliás, seu desfile começou ao som de trovoadas. Sempre um dos shows mais aguardados da temporada brasileira, desta vez AH simplesmente trabalhou motivos já vistos em coleções anteriores. A gente já sabe que ele gosta de rapazes vestidos de moletons, calças com amarramentos nas pernas, jeans com pernas zipadas (a calça fica justa ou larga dependendo do gosto do freguês). Outros de seus favoritos são os paletós jaquetas com ares brecholentos e as bermudas tipo colegial cheios de bolsos. Um certo ar retrô compareceu em suspensórios, ligas masculinas e bonés confederados. É claro que o Alê subverte todos esses signos com sua famosa estampa de caveira (agora acompanhada por um ossinho a mais). Então a ?tête de mort? surge nos tênis, nas jaquetas com estampa metalizada (aliás, esse verão é um tanto quanto encapotado) e nas camisas.Um lance muito legal são as calças em tié-dye nervoso, elétrico, em mix de turquesa e marrom, branco e roxo desmaio ou num marrom queimado tipo ?pegando fogo? mesmo. Esse homem/garoto meio retrô, meio colegial é a cara do estilo ?criança demônia? que AH transformou em marca registrada e faz sucesso tanto entre a moçada alternativa quanto entre os fashionistas mais exigentes. É a tal roupa com conceito de que você pode até não gostar mas que não dá para desprezar. E, no fundo, no fundo, mesmo com toda a sisudez da produção, ela é bem divertida.

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