Harry, Sally e a descoberta de Becket

E se Fosse Verdade

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h07

16 H NA GLOBO

(Just Like Heaven). EUA, 2005.

Direção de Mark Waters, com Reese Witherspoon, Mark Ruffalo, Donal

Logue, Dina Waters, Ben Shenkman, Ivana Milicevic.

Mark Ruffalo aluga apartamento e descobre que é habitado por Reese Whitherspoon. O que, ou quem ela é? Um fantasma?

Comédia romântica que funcionam em parte, graças ao elenco. O charme da dupla principal, os coadjuvantes - tudo e todos ajudam. Reprise, colorido, 95 min.

O Fim da Escuridão

22H20 NA GLOBO

( Edge Of Darkness). EUA, 2010. Direção de Martin Campbell, com Mel Gibson, Ray Winstone, Danny Huston, Bojana Novakovic, Shawn Roberts, David Aaron Baker.

Mel Gibson faz policial que vê a filha ser assassinada diante de seus olhos. Convencido de que era o alvo, ele investiga e descobre uma rede de corrupção envolvendo políticos - e colegas tiras. Embora por motivos diversos, Mel virou, em Hollywood, um caso como Kevin Costner. Dois astros - vencedores do Oscar de direção - que catalisaram para si o ódio da imprensa. Hoje em dia, se o filme é com Mel Gibson, 'soy contra', diz a maioria dos jornalistas. Antissemita, porco chauvinista, Mel engloba tudo. O filme, propriamente dito, não é ruim. Reprise, colorido, 107 min.

Becket

23 H NA REDE BRASIL

(Becket). Inglaterra, 1964. Direção de Peter Glenville, com Richard Burton, Peter O'Tole, John Gielgud, Martita Hunt, Pamela Brown, Donald Wolfit.

A Rede Brasil faz um importante resgate e exibe o longa que Peter Glenville adaptou da peça de Jean Anouilh, com roteiro de Edward Anhalt (e ele ganhou o Oscar). A história é centrada no conflito entre o arcebispo de Canterbury, Becket (Richard Burton), e o rei (Peter O'Toole, como Henrique II) que o nomeou para o cargo e agora exige submissão. Outro Oscar foi para a excepcional fotografia de Geoffrey Unsworth e o cinéfilo poderá confirmar que, em tudo e por tudo, o filme de Glenville antecipa O Homem Que Não Vendeu Sua Alma, de Fred Zinnemann, que ganhou os principais Oscars, dois anos depois.O mesmo tema do choque entre a Igreja e a realeza, a mesma consciência que não quer se dobrar. Glenville veio do teatro e não dispõe de uma grande reputação como cineasta, mas seu filme não faz feio perante o de Zinnemann, que é muito mais valorizado - por quê? Zinnemann é o acadêmico mais valorizado da história de Hollywood, mas isso não significa que seja 'grande'. Reprise, colorido, 148 min.

Cuba, Uma Odisseia Africana

0 H NA CULTURA

(Cuba, Une Odyssée Africaine). França, 2007. Direção de Jihan El-Tahri.

A emissora reprisa, em capítulos, a série documentária que investiga as origens africanas da cultura cubana, até como forma de entender e explicar o apoio do governo de Fidel aos movimentos revolucionários que sacudiram a África nos anos 1960. Colorido, preto e branco, 58 min.

Harry e Sally

Feitos um para o Outro

2H35 NA BAND

(When Harry Met Sally). EUA, 1985. Direção de Rob Reiner, com Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher, Bruno Kirby, Steven Ford, Lisa Jane Persky, Michelle Nicastro, Gretchen Palmer, Robert Alan Beuth, David Burdick.

Nora Ephron, que morreu em junho, escreveu esta delícia de comédia romântica que ultrapassa os códigos do gênero e virou um singular momento de cinema na carreira do bom diretor Rob Reiner (filho do também cineasta Carl Reiner). Meg Ryan e Billy Crystal são amigos e estão sempre se apoiando nos momentos difíceis. Um dia descobrem que foram feitos um para o outro, mas temem em assumir o amor - e a ligação. Se não der certo, eles vão perder também a amizade. Elenco perfeito e a cena antológica do restaurante, quando Meg Ryan simula um orgasmo. A mãe do diretor faz a cliente que chama o garçom e pede o mesmo prato que deixou Meg/Sally daquele jeito. Reprise, colorido, 95 min.

Ele, O Boto

2H35 NA GLOBO

Brasil, 1987. Direção de Walter Lima Junior, com Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss, Ney Latorraca, Dira Paes, Paulo Vinicius, Ruy Polanah.

A lenda do boto que vira homem para seduzir as mulheres. Cássia Kiss, casada com Ney Latorraca, não resiste quando Carlos Alberto Riccelli surge na aldeia de pescadores. Vencedor do prêmio Sesc de melhor filme brasileiro do ano, um bom exemplo do panteísmo lírico do diretor Lima Jr. Reprise, colorido, 108 min.

Férias Selvagens

4H30 NA REDE BRASIL

( Lost Things). Austrália, 2003. Direção de Martin Murphy, com Leon Ford, Charlie Garber.

Dois casais de amigos vão para a praia, mas surge estranho misterioso. Quem é o cara? Quem escolheu o lugar? Logo se instala o mal-estar, o medo, e começa a mortandade. O horror, o horror. Reprise, colorido, 84 min.

TV Paga

Sonhos de Um Sedutor

16H20 NO TELECINE CULT

(Play It Again, Sam). EUA, 1972. Direção de Herbert Ross, com Woody Allen, Diane Keaton, Tony Roberts.

O tributo de Woody Allen a Casablanca - e Bogart. Adaptado da peça de Allen, mostra o ator como sujeito apaixonado pela mulher do amigo, e o próprio Bogart lhe dá conselhos. Boa diversão. Reprise, colorido, 87 min.

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