Harry Potter, um dos grandes fenômenos do século

Harry Pottermania se espalha pelo mundo para garantir sua eternidade

Teresa Ribeiro, do estadao.com.br, Teresa Ribeiro

07 de julho de 2015 | 14h01

"Eu pertenço à geração Harry Potter...", diz um fã, no site da editora britânica Bloomsbury, responsável por lançar mundo um dos maiores fenômenos das letras do século 20/21. Vendeu em dez anos 325 milhões de livros, segundo escritos por uma autora estreante, J.K. Rowling, que leva até hoje jovens avessos às letras a devorar livros enormes da série que termina no dia 21, com o lançamento do sétimo volume: Harry Potter e as Insígnias Mortais. Enquanto isso, passa nas telas do cinema a história do quinto livro, Harry Potter e a Ordem da Fênix. Este pode ser considerado, portanto, um mês Harry Potter.O filme mostra também que os fãs vão crescendo junto com o elenco de atores protagonistas: Daniel Radcliffe (Harry), Emma Watson (Hermione) e Rupert Grint (Ron Weasley). A pré-estréia em Londres, no dia 3, contou, pela primeira vez, com a presença da autora, reforçando a forte aliança entre o livro e o filme. Harry Potter e a Ordem da Fênix bateu o recorde de filme mais visto da história ao arrecadar US$ 44,8 milhões (R$ 89,6 milhões) no primeiro dia de exibição. Superou a marca obtida por Homen-Aranha 2, de US$ 40,4 (R$ 80,8), segundo a Warner Bros.Momento ímpar para a Harry Pottermania mostrar a sua cara. Tem até uma linguagem própria. A conversa entre eles é cifrada, como se pode perceber pelo quiz proposto pela BBC: qual o segundo nome de Harry Potter; qual o verdadeiro nome de Lord Voldemort; como os Comensais da Morte (Death Eaters) sabem que estão sendo convocados; qual a matéria ensinada por Dumbledore... E, claro, para não deixar a Pottermania se perder... um parque temático de quase US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões), segundo o jornal britânico Times, inspirado nas aventuras de Harry Potter será aberto no resort dos estúdios Universal em Orlando, na Flórida, nos EUA, em 2009. O parque terá brinquedos, lojas e atrações baseadas em Harry Potter como a escola de magia e bruxaria de Hogwarts e o vilarejo de Hogsmeade.TurismoE o turismo também faz a sua parte... a ´pottermania´ atrai muita gente para os locais onde o filme foi rodado no Reino Unido. Para Tom Wright, executivo chefe da VisitBritain, guia oficial do Reino Unido, "um em cada cinco visitantes internacionais do Reino Unido é inspirado a vir pelas imagens que vê no cinema e na televisão."No castelo de Alnwick, o maior castelo britânico habitado depois do de Windsor e que é usado em cenas de exteriores nos filmes Harry Potter, Philippa Pendrich disse: "Antes de Potter, tínhamos cerca de 68 mil visitantes por temporada. No ano passado, tivemos 195 mil."MagiaE ainda estimula o ilusionismo. No último sábado, 14, a agência de notícias Reuters divulgava a intenção do mágico indiano P.C. Sorcar Jr., 61, célebre por deixar milhares de pessoas estarrecidas ao fazer o Taj Mahal "desaparecer, abrir uma versão da fictícia Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ele vai revelar os segredos dos truques de ilusionismo aperfeiçoados por sua família ao longo de oito gerações, na esperança de manter viva essa arte antiga. O livroAntes das imensas filas começarem a envolver as livrarias de leitores em busca do mais esperado de todos os volumes da obra, o movimento das vendas começa na internet, com pedidos de todo o mundo. Na Amazon.com, o sétimo livro já bateu o recorde de pré-venda na rede: 1,6 milhão de cópias vendidas em 2 de julho. O livro anterior, Harry Potter e as Insígnias Mortais vendeu 1,5 milhão de cópias previamente.De 1997 para cá, quando publicou Harry Potter e a Pedra Filosofal, que vendeu 107 milhões de exemplares em todo o mundo e cuja adaptação para o cinema promoveu uma arrecadação de U$ 969 milhões (R$ 1,938 bilhões), J.K. Rowling deixou de ser uma mulher sem dinheiro, recém-separada e mãe de uma filha pequena, e se transformou em uma das mulheres mais ricas do Reino Unido. Nesses dez anos consolidou uma fortuna estimada pela revista Forbes em mais de US$ 1 bilhão (R$ 2 milhões).Só para lembrar, o segundo volume foi A Câmara Secreta, lançado em 1998, que vendeu 60 milhões de exemplares; o terceiro, O Prisioneiro de Azkaban (1999) 55 milhões; o quarto, O Cálice de Fogo (2000), 55 milhões; A Ordem da Fénix (2003), 55 milhões, O Enigma do Príncipe (2005), 65 milhões de livros vendidos.Mas, apesar dos livros da saga Harry Potter terem chegado a cerca de 200 países, vendido milhões de exemplares e os filmes rendido US$ 3,6 bilhões (R$ 7,2 bilhões) em todo o mundo, esses números gigantescos não significam atrás de Harry Potter há um pote de ouro. O número surpreendente de empresas que corre atrás desse pote, segundo a Business Week, publicação especializada em economia, não se dá tão bem assim. Nem mesmo a Amazon.com, que por dar descontos muito grandes não lucra, mas conquista muitos novos clientes. O empresário da livraria virtual Jeff Bezos ousa dizer: "É difícil fazer dinheiro".

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