Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Há um déficit na cultura de R$ 230 mi. Vamos quitar esse déficit ainda este ano', diz Temer

Presidente em exercício destacou o perfil de diplomata de Marcelo Calero, novo ministro da Cultura

Carla Araújo e Tânia Monteiro - O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2016 | 16h04

O presidente em exercício Michel Temer afirmou há pouco que fatos equivocados em um dado momento podem gerar fatos positivos em outras ocasiões e exemplificou a "posse individualizada" e "especial" do ministro da Cultura, Marcelo Calero.  "Ao dar posse a Calero estou homenageando a cultura nacional", disse. Segundo Temer, os demais ministros tomaram posse de maneira informal e, por isso, a posse de Calero estava sendo registrada de forma individualizada e especial.

O diplomata e ex-secretário de Cultura do Rio havia sido anunciado secretário nacional da Cultura, mas, depois de pressões de artistas e servidores, Temer decidiu voltar atrás e recriar a pasta da Cultura, assim Calero foi alçado ao posto de ministro. 

Logo no início de seu discurso, Temer pediu aos presentes que aplaudissem o ex-presidente José Sarney "já que foi ele o criador" do Ministério da Cultura. O presidente em exercício citou um trecho do discurso de Calero e disse que concordava com o fato de que "o partido da cultura é a cultura". "Ele disse muito bem: a cultura não é de ninguém, a cultura não é de partido, a cultura é nacional", afirmou. 

Temer destacou o perfil de diplomata de Calero e disse que além de boas referências trazidas pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, a quem Calero seria subordinado, a passagem do agora ministro pela secretaria de Cultura do Rio foi boa. "Em sua gestão ele conseguiu reunificar todo o setor cultural e deu-lhe grande desempenho", disse. "O Marcelo (Calero) é diplomata e como todo diplomata é capaz de fazer uma coisa essencial para o Brasil hoje: que é o dialogo."

O presidente em exercício refez a promessa de quitar os débitos com o setor até o final em parcelas. "Há um déficit na cultura de R$ 230 milhões e vamos quitar esse déficit ainda este ano", disse. 

Apoio. O cineasta Cacá Diegues, que compareceu a cerimônia, disse que a posse de Calero era um reconhecimento da classe artística. "Fui o que mais escreveu contra extinção do Ministério, vim aqui para celebrar o reconhecimento", disse. O cineasta destacou o trabalho de Calero no Rio e afirmou que agora é o momento de a classe artística colaborar para que seu trabalho na pasta dê certo.  Além de Cacá Diegues, poucos artistas compareceram a posse de Calero, como a atriz e diretora Carla Camurati e o ator Odilon Wagner.

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