Arquivo/AE
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Há 45 anos Carlos Lacerda inaugurava, no Rio, o Museu da Imagem e do Som (MIS)

O prédio onde funciona o Museu da Imagem do Som foi utilizado durante muito tempo como IML

Rose Saconi, do Arquivo,

03 de setembro de 2010 | 10h50

O Museu da Imagem e do Som (MIS), na praça XV, no Rio de Janeiro, criado a partir das inovadoras experiências garimpadas pelo romano Maurício Quadrio em museus europeus para preservar e divulgar a memória audiovisual do país, completa hoje 45 anos de idade.

 

“É o terceiro museu do gênero no mundo e o único no Brasil”, disse o governador Carlos Lacerda em seu discurso de inauguração que fez parte das comemorações do IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro.

 

Maurício Quadrio era produtor de discos, crítico musical e documentarista. Começou a colecionar gravações em fitas de áudio quando chegou ao Brasil em 1950 e ganhou o apelido de “o homem dos 11 milhões de discos”. Além do material de Quadrio, o acervo do MIS começou a ser estruturado com a compra do arquivo de partituras do músico Henrique Foréis Domingues, o Almirante, e fotografias que representavam o Rio antigo.

 

documento Veja a página do Estado sobre a inauguração

 

Registros fotográficos da cidade durante a primeira Guerra Mundial e da luta contra a febre amarela também faziam parte da coleção inicial. Na discoteca, gravações de Carmem Miranda, Ari Barroso e de outros artistas. Áudios com os discursos políticos de Rio Branco e Ruy Barbosa também estavam disponíveis desde a abertura oficial do MIS em 1965.

 

O local escolhido para sediar o a museu foi a região central do Rio, no pavilhão construído para abrigar a representação do Distrito Federal na Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922.

 

Quando foi inaugurado ninguém sabia direito qual sua utilidade. O que seria, afinal, um museu “da imagem e do som”? Um lugar para se guardar fotos e discos antigos? Pode ter sido esta a ideia que inspirou em 1964 o governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, a criar o museu. Independentemente do motivo, o MIS carioca foi um sucesso, sobrevive até hoje e inspirou outras iniciativas, como a criação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e vários outros MIS espalhados pelo Brasil.

 

O acervo hoje tem aproximadamente 1.300 metros lineares de documentos. Possui 22 coleções particulares com documentos diversos. A maioria chegou ao  MIS por meio de doação e outras foram adquiridas no momento de sua fundação.  Desde 1966 o museu produz sua própria coleção: Áudios e vídeos de depoimentos históricos prestados por personalidades vinculadas aos diversos setores da cultura. São quase 1.000 depoimentos que totalizam aproximadamente quatro mil horas de gravação, disponíveis para consulta nas duas sedes do museu.

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