Günter Grass promove aliança cultural no Salão do Livro de Paris

Em um momento em que as relações entre França e Alemanha estão meio frias, o Salão do Livro de Paris, que tem a Alemanha como país convidado, oferece uma oportunidade de mudança. Na abertura da 21.ª edição, ontem à noite, o chanceler alemão Gerhard Schroeder e o presidente francês Jacques Chirac concordaram em um ponto: o livro é um símbolo da cultura e deve ser protegido. A Alemanha está representada com 50 escritores e numerosas editoras. "O livro é mais que uma mercadoria. É um símbolo da cultura de um país. A forma como é considerado expressa a escala de valores de um povo por sua cultura", assegurou o social-democrata Schroeder. "Alemanha e França devem lutar pela diversidade linguística e cultural no mundo", afirmou o primeiro-ministro socialista francês Lionel Jospin. Entre os escritores alemães presentes ao Salão está o prêmio Nobel Günter Grass, além de uma série de escritores com menos de 40 anos e não muito conhecidos fora de seu país, mas que representam as novas gerações literárias alemãs, como Volker Braun, Christoph Hein, Tim Staffel, Michael Kumpfmueller e Herta Mueller. "Esperamos que alguns desses autores com seu frescor acabe com o lugar comum no exterior que a literatura alemã é séria e cerebral", assinalaram os organizadores.Um dos destaques desta feira é, sem dúvida, a publicação da nova aventura de Asterix, a de numero 31, impressa em 8 milhões de exemplares em francês e nas demais línguas estrangeiras. Além disso, o Salão exibe uma mostra em que 40 ilustradores rendem homenagem ao personagem criado por Albert Uderzo. Os desenhos serão leiloados no dia 22 de março para financiar o projeto "Ler e fazer ler" em benefício de crianças analfabetas ou com dificuldades de leitura.

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