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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Guilherme de Almeida e o TBC

No ano em que o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) completa 70 anos, ainda de portas fechadas, nada mais justo que homenagear um de seus fundadores, o poeta Guilherme de Almeida.

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 02h00

Acaba de ser criado um grupo de estudos na Casa Guilherme de Almeida para aprofundar o conhecimento sobre as atividades do poeta na área teatral. Almeida, desde o primeiro dia do TBC, foi o responsável por várias traduções das montagens do grupo, como Entre Quatro Paredes (Huis Clos), de Jean-Paul Sartre, e Antígona, de Sófocles.

E tem mais. Bem antes, em 1915, ele e Oswald de Andrade escreveram duas peças teatrais em coautoria e – pode sentar para ler – em francês. São elas Mon Coeur Balance e Leur âme.

9X Monólogos 

Sente que lá vem monólogo! De 28 de março a 21 de maio, a Mostra de Solos e Monólogos no CCBB, do centro de São Paulo, leva ao palco da entidade nove montagens de grupos de São Paulo, Rio e Minas Gerais. A primeira delas é Como Todos os Atos Humanos, que tem dramaturgia e atuação de Fani Feldman, direção de Rui Ricardo Diaz.

Em seguida estreia Homem-Bomba, da Companhia Teatro Adulto, de Belo Horizonte, e suas conterrâneas Coisas Boas Acontecem de Repente e Sapato Bicolor. O ator Alexandre Borges dirige uma versão de Muro de Arrimo, clássico de Carlos Queiroz Telles, com Fioravante Almeida.

Depois seguem A Hora e Vez, com Rui Ricardo Diaz, baseada em A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa, e Galo Índio, com Rodolfo Amorim, do Grupo XIX de Teatro – as duas montagens são dirigidas por Antônio Januzelli. E, por fim, Eugênia, encenação carioca com direção de Sidnei Cruz e interpretação de Gisela de Castro.  

 

Objeto do Desejo

A escritora francesa Anaïs Nin é o centro da montagem Anaïs Nin à Flor da Pele, cujo texto foi fundamentado a partir de seus diários íntimos, escritos entre 1931 e 1937. Com direção de Aline Borsari, atriz do Théâtre du Soleil, a peça tem no elenco Flavia Couto e entra em cartaz na mostra Poéticas da Resistência, a partir de 13 de abril no Centro Compartilhado de Criação, na Barra Funda. A mesma mostra traz hoje e amanhã a montagem de Hamlet-Ex-Máquina, em que se fundem o texto do dramaturgo alemão Heiner Müller e Hamlet, do bom e velho Will. 

  

Seis em Um  

Retrato da dramaturgia paulistana, está saindo do forno o terceiro livro com peças reunidas do diretor e ator Dionisio Neto. Opus Profundum – Peças Reunidas 2 será lançado no mês que vem pela Editora Benfazeja e traz seis peças de Dionisio, escritas nos últimos anos: Opus Profundum, O Dia Mais Feliz da Sua Vida, Camaleões-dourados-do-paraíso, Mark Chapman, Nelson Rodrigues, Meu Amor, Meu Amor, Meu Amor! e a inédita Oppenheimer Blue. 


Celso Frateschi, ator e diretor, gostaria de ser maquinista

O que é ser ator?

É se esconder para revelar o outro.

Por que teatro?

É o lugar em que me divirto e onde as verdades são reveladas por mentiras.

Frase arrebatadora?

"Ah, se eu pudesse recomeçar a vida... que eternidade! Faria de cada minuto um século e não desperdiçaria um segundo sequer", do diálogo adaptado da peça Sonho de Um Homem Ridículo.

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