Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

Guia Michelin corre para eleger chefs em meio a desafio de lockdowns

Atualmente, cerca de 3.236 restaurantes de todo o mundo contam com estrelas Michelin

Gilles Guillaume, Reuters

17 de dezembro de 2020 | 08h16

Os inspetores de restaurantes do Guia Michelin tiveram uma tarefa mais complicada do que o normal para encontrar os chefs dignos de nota neste ano, correndo para conseguir as mesas mais disputadas depois que os lockdowns do coronavírus forçaram estabelecimentos a fecharem por longos períodos.

Reverenciado como a Bíblia da gastronomia, o Guia Michelin revelará seus principais escolhidos franceses no dia 18 de janeiro, depois de já ter publicado algumas listagens em locais como Espanha e Japão, disse seu diretor internacional, Gwendal Poullennec.

“Assim que os restaurantes reabriram, os inspetores foram os primeiros a aparecer”, disse Poullennec. Eles tiveram que se adaptar em alguns casos, como quando um restaurante precisou de alguns dias para operar normalmente, e voltaram para apreciar plenamente a oferta, acrescentou Poullennec.

Conhecidas por seus níveis altos de exigência, as escolhas dos inspetores Michelin às vezes causam polêmica, e alguns chefs já reagiram por terem perdido estrelas. Atualmente, cerca de 3.236 restaurantes de todo o globo contam com estrelas Michelin – mais do que os 3.093 do início de 2019.

O número de críticos de restaurantes que trabalham para o guia é mantido em segredo, mas o Michelin revelou que pessoas de 15 nacionalidades atuam como inspetores.

Neste ano, o guia publicado pela primeira vez em 1900 quis seguir em frente como forma de homenagear uma das indústrias mais duramente atingidas pelas medidas contra o coronavírus em todo o mundo, disse Poullennec.

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