Guggenheim de Nova York lança retrospectiva de Kandinsky

Quase cem obras de Vasily Kandinsky serão exibidas a partir desta sexta-feira no Museu Guggenheim de Nova York, que lança uma retrospectiva do artista abstrato como parte das celebrações do 50o. aniversário do centro de artes.

MARTINNE GELLER, REUTERS

18 de setembro de 2009 | 17h39

O pintor russo foi um pioneiro da arte abstrata durante os primeiros anos do século 20. Também é o artista mais associado com a história do próprio Guggenheim.

A exposição, que fica aberta até janeiro, reúne telas do Centro Pompidou de Paris, da Galeria Staedtische de Lenbachhaus und Kunstbau em Munique e da Fundação Solomon R. Guggenheim de Nova York, as três grandes depositárias de sua obra.

Solomon Guggenheim, o fundador do museu, foi um ávido colecionador dos trabalhos de Kandinsky, com mais de 150 de suas obras.

Seu entusiasmo pela arte não objetiva, a corrente abstrata à qual pertencia Kandinsky, o levou a abrir em 1939 o Museu da Pintura Não Objetiva, precursor do Guggenheim.

Tracey Bashkoff, o curador do museu, disse que a obra de Kandinsky ajudou a inspirar o famoso desenho espiral de Frank Lloyd Wright.

"É a conexão entre a motivação para construir este edifício e o desenho", disse Bashkoff. "Coincide com o 50o aniversário do museu ter as espirais cheias de pinturas que inspiraram o desenho e a fundação do museu", acrescentou.

A mostra percorre a obra do artista, concentrando-se em acontecimentos cruciais de sua vida e sua arte como as duas guerras mundiais e a revolução russa.

A exposição, que já passou por Munique e Paris, inclui também desenhos em papel de outras coleções públicas e particulares, assim como fotografias do artista feitas entre 1902 e 1942.

Kandinsky ensinou na escola Bauhaus na Alemanha, onde compartilhou ideias sobre a correlação entre a arte e a espiritualidade com o artista Paul Klee. Ele morreu em 1944 na França, onde vivia.

(Reportagem de Martinne Geller)

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