Gugenheim expõe panorama da arte no século 20

O Museu Gugenheim de Nova York abre hoje uma exposição que explora a multiplicidade de correntes artísticas que coexistiram no século e em que mestres como Degas ou Toulouse-Lautrec compartilharam sua glória com nomes como Sorolla e Zuloaga. Sob o título 1900: Arte na Encruzilhada, a mostra reúne 250 obras de 170 artistas de 26 países e oferece um panorama da multiplicidade de correntes plásticas em um momento de transição econômica e social no mundo, quando novas idéias e disciplinas desafiaram formas de pensar já estabelecidas. O resultado é uma exposição antológica que resume a coexistência de correntes pictóricas clássicas com os movimentos de vanguarda de artistas que seguem a tradição acadêmica e jovens promessas que têm passado para a história como grandes mestres da arte do século 20. A exposição começa com um conjunto de obras procedentes da Exposição Universal celebrada em Paris, em 1900. Na galeria, ambientada como um salão de época, convivem obras do simbolismo e do classisismo vitoriano, do naturalismo e do realismo e se justapõem trabalhos radicalmente diferentes, como Regina Angelorum, de William-Adolphe Bouguereau e The Love of Souls, de Jean Delville. A arquitetura em espiral do Gugenheim permite uma disposição temática das obras para demonstrar os contrastes de tratamento que davam a um mesmo objeto os artistas de diferentes escolas e nacionalidades. Os trabalhos estão distribuídos em 11 sessões. Entre elas os nus, auto-retratos, paisagens, cidades, cenas rurais. Com este método o museu apresenta ao lado da conhecidas cens impressionistas de Claude Monet as paisagens de artistas pouco conhecidos do grande público como Thorarinn Thorlaksson ou Pal Szinyei Merse. A arte ibero-americana está representada por uma dezena de quadros de Pablo Picasso e de outros pintores desconhecidos para o grande público norte-americano, que também poderá ver quadros do espanhol Santiago Rusiñol, do russo Vasily Kandinsky, do sueco Eugène Janson e do francês Pierre Auguste Renoir, entre outros.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.