Guerra e Paz, a obra-prima de King Vidor

Vovó Zona

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2012 | 02h09

16 H NA GLOBO

(Big Momma's House). EUA, 2000. Direção de Raja Gosnell, com Martin Lawrence, Nia Long, Paul Giamatti, Terrence Dashon Howard, Phil Hawn, Eric Arthur Linden.

Martin Lawrence disfarça-se como mulher e vira vovózona na tentativa de capturar criminoso. Dá para rir um pouco, e o filme teve até sequência. Reprise, colorido, 100 min.

Whisky com Vodka

22 H NA CULTURA

(Whisky Mit Vodka). Alemanha, 2009. Direção de Andreas Dresen, com Henry Hübchen; Corinna Harfouch; Sylvester Groth; Markus Hering; Valery Tscheplanowa.

O horário da Mostra resgata a comédia do alemão Dresen sobre ator em crise. Alcoólatra, ele complica sua participação numa filmagem e o diretor chama um ator mais jovem (e sóbrio) para ficar de stand by. Para complicar, a leading lady é a sexy e atual mulher do diretor. Tuna Dwek conversa com Renata de Almeida e, considerando-se que, além de crítica, é atriz, o papo das duas promete, na apresentação do filme. Reprise, colorido, 100 min.

Na Trilha dos Assassinos

23 H NA REDE BRASIL

(Dead Bang). EUA, 1989. Direção

de John Frankenheimer, com Don Johnson, Antoni Stutz, Billy Boyle, Bob Balaban.

Don Johnson faz policial na trilha de criminosos que pregam a supremacia branca. O astro de Miami Vice, a série de TV, encontra o diretor que foi grande nos anos 1960, mas cuja carreira seguiu ziguezagueante depois. O programa não deixa de ser curioso, senão insólito. O herói é tão estragado que, lá pelas tantas, Johnson, de bêbado, vomita no assassino que persegue. Inédito, colorido, 103 minutos.

Os Últimos Passos de Um

Homem

2H35 NA BAND

(Dead Man Walking). EUA, 1995.

Direção de Tim Robbins, com Susan Sarandon, Sean Penn, Robert Prosky, R. Lee Ermey, Lois Smith, Roberta

Maxwell, Raymond J. Barry, Celia

Weston, Scott Wilson.

No drama realizado por seu marido, o ator Tim Robbins, Susan Sarandon veste o hábito e faz freira que tenta impedir a execução de Sean Penn, acusado de matar dois adolescentes (e uma era a garota que ele também estuprou). Nada mais hollywoodiano - uma atriz sexy (lembrem-se de Thelma e Louise) que se metamorfoseia num papel difícil. Susan ganhou o Oscar. Não se pode dizer que não tenha merecido, mas o filme, a despeito das boas intenções, é só médio. Reprise, colorido, 117 min.

TV Paga

Flechas de Fogo

12H30 NO CULT

(The Broken Arrow). EUA, 1950. Direção de Delmer Daves, com James Stewart, Jeff Chandler, Debra Paget, Will Geer, Arthur Hunnicutt.

Western pioneiro na abordagem favorável dos índios, e na reabilitação do cacique Cochise. James Stewart faz guia que tenta impedir a guerra com os peles-vermelhas. Ele próprio casa-se com bela silvícola, Debra Paget, mas, quando ela é morta, o próprio herói vacila e quer pegar em armas. O bom diretor Daves adquiriu a reputação de documentarista do western por sua preocupação com a verossimilhança. Suas incursões pelo gênero, em filmes interpretados por Richard Widmark, Glenn Ford e Gary Cooper, são sólidas, mas, como observa Jean Tulard no Dicionário de Cinema, os melodramas da fase final de sua carreira dificultam, senão impedem, o reconhecimento de Daves como grande diretor. Reprise, colorido, 100 min.

Guerra e Paz

14H15 NO CULT

(War and Peace). EUA, 1956. Direção de King Vidor, com Henry Fonda, Audrey Hepburn, Vittorio Gassman, Mel Ferrer, Anita Ekberg, John Mills, Herbert Lom, Oscar Homolka.

O grande (o 'rei') Vidor foi acusado de edulcorar o monumental romance do russo Tolstoi, mas sua versão de Guerra e Paz é uma obra-prima de síntese, além de captar a essência do livro, sobre a derrocada da aristocracia da Rússia face ao avanço de Napoleão -, e o corso será derrotado pelo inverno. Audrey Hepburn faz a heroína que hesita entre dois amores e expia o que sente ser sua culpa pelo sofrimento. Henry Fonda é o pacifista Pedro e a cena em que ele atravessa a batalha evoca outro clássico da literatura - A Cartuxa de Parma, de Stendhal. Reprise, colorido, 208 min.

A Estrela Nua

0H15 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1985. Direção de José Antônio Garcia e Ícaro Martins, com Carla Camurati, Cristina Aché, Vera Zimmermann, Selma Egrei, Patricio Bisso.

Guardadas as proporções, há algo de Ingmar Bergman - Persona/Quando Duas Mulheres Pecam - na história de atriz novata que é chamada para dublar veterana que se matou. Estabelece-se um jogo que funde as personalidades das duas. Carla Camurati e Cristina Aché ganharam quase todos os prêmios de interpretação do ano. Reprise, colorido, 100 min.

O Poderoso Chefão 2

1H35 NO MGM

(The Godfather Part II). EUA, 1974. Direção de Francis Ford Coppola,

com Al Pacino, Diane Keaton, Robert Duvall, Robert De Niro, John Cazale.

O segundo exemplar da série ganhou os Oscars de filme, diretor e ator coadjuvante (De Niro). Narra, em duas partes montadas paralelamente, a ascensão criminosa do jovem Vito e os esforços do filho para consolidar seu império. Grande lição de cinema narrativo. As cenas em Cuba são prodigiosas. Reprise, colorido, 200 min.

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