Guatelli expõe imagens da metrópole

Segundo o fotojornalista Caio Guatelli, da primeira à última das 49 imagens que fazem parte desua exposição individual Mil 2.8 há uma história a sercontada sobre o cotidiano de uma metrópole. "Conflito social,criminalidade, abandono, a fé - como resgate daquilo que falta -e, por fim, uma cena de alegria, jogo de futebol, carnaval noRio" é a seqüência escolhida pelo próprio fotógrafo para amostra que está aberta no Espaço Paul Mitchell. Caio Guatelli trabalha com fotojornalismo há seis anos,sendo quatro deles no jornal O Estado de S. Paulo. Suacarreira foi iniciada quando fez curso de fotografia no Senaccom o professor André Douek. "Quando o avião da TAM caiu nobairro do Jabaquara (1995) decidi cobrir o acidente por mimmesmo. Escutei a notícia no rádio, peguei minha câmera e fuilá", conta. Só que Caio não podia competir com aquela dezena defotógrafos profissionais equipados. Foi então que percebeu quealguns alunos estavam apoiando o resgate levando água para osbombeiros. "Comprei três litros de água e entrei na árearestrita (Caio tinha apenas 18 anos na época). A minha sorte foique nesse momento foi achada a caixa-preta do avião", e só eleconseguiu registrar esse fato. Revelou, levou ao Estado efoi contratado. Dessa história e de todas as outras registradas por CaioGuatelli, surge o nome da exposição, Mil 2.8. Expressãodireta sobre o trabalho de qualquer fotojornalista: congelar emuma altíssima velocidade de um milésimo de segundo a umaabertura de 2.8 (fotômetro) uma imagem, um fato, o estado de umacidade. Serviço - Caio Guatelli. De segunda a sexta, das 10 às 20 horas;domingo, das 10 às 17 horas. Espaço Paul Mitchell.Rua da Mata,70, São Paulo,tel. 3079-0300.

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