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Grifes brasileiras voltam a invadir as passarelas de Nova York

Rosa Chá, Alexandre Herchcovitch e Carlos Miele mais uma vez marcam presença na semana de moda americana

Efe,

08 de setembro de 2009 | 17h44

Começa na quinta, 10, e vai até o dia 17, a semana de moda prêt-à-porter primavera verão 2010 de Nova York, abrindo a temporada que processe em Milão, Paris e Londres. Em NY, a expectativa cresce em relação aos desfiles dos estilistas Ralph Lauren, Marc Jacobs, Diane von Furstenberg e Philip Lim, no Bryant ou em salas e museus da cidade.

 

As grifes brasileiras Rosa Chá, Alexandre Herchcovitch e Carlos Miele mais uma vez marcam presença na semana de moda de Nova York, onde, a partir de quinta-feira, 10, desfilam suas coleções para a temporada Primavera-Verão 2010.

 

A Rosa Chá, especializada em moda praia e que recentemente viu o estilista Amir Slama ser substituído por Alexandre Herchcovitch à frente da direção de criação da marca, será a primeira label do Brasil a se apresentar ao público e à imprensa americanos.

 

O desfile da grife, que vai apresentar uma prévia de sua próxima coleção, já assinada por Herchcovitch, será na quinta-feira, no primeiro dia de desfiles do evento.

 

Herchcovitch também vai desfilar em 16 de setembro, mas apresentando as criações de sua própria marca, conhecidas do público brasileiro desde o fim de junho, quando aconteceu a última edição da São Paulo Fashion Week.

 

Dois dias antes, será a vez de Carlos Miele, estabelecido em Nova York há várias temporadas e muito querido por personalidades da moda americana, mostrar o que criou para o verão do ano que vem.

 

Engrossando o time de brasileiros que há anos batem ponto na semana de moda nova-iorquina, o mineiro Francisco Costa, diretor de criação da grife americana Calvin Klein, vai desfilar sua nova coleção na quinta-feira da semana que vem, dia 17 de setembro.

 

A forte presença de estilistas do Brasil no evento, um dos mais importantes da indústria, acompanha um movimento mais amplo, que tem dado visibilidade ainda maior aos polos latinos de produção de moda.

 

"A presença latina em nossa sociedade aumenta constantemente, como também o peso do espanhol no mundo e em nossas culturas. Portanto, a semana de moda de Nova York é, mais uma vez, uma boa mostra do mundo no qual vivemos", disse à Agência Efe Fern Mallis, vice-presidente da IMG Fashion, que organiza os desfiles no Bryant Park.

 

Este ano, as tendas e demais espaços reservados para as apresentações receberão um número expressivo de estilistas latino-americanos. Só da Argentina, serão cinco - Benito Fernández, Fabián Zitta, Min Agostini e as marcas Cardón e Eufemia -, que desfilarão todos juntos.

 

César Galindo, de origem mexicana, e Brian Reyes, de ascendência colombiana, são outros criadores que passarão pelas passarelas do evento, assim como os já célebres Oscar de la Renta, da República Dominicana, Narciso Rodríguez, de Cuba, e Carolina Herrera, nascida na Venezuela.

 

Segundo Mallis, os Estados Unidos são fortemente influenciados pela cultura espanhola e latino-americana. Além disso, são "um grande mercado" para as criações dos estilistas dessas regiões, que encontram no Bryant Park "o lugar idôneo" para iniciarem seus negócios no país.

 

"Desfilar em Nova York é uma oportunidade muito boa para se estar diante de possíveis compradores, uma magnífica porta de entrada para o mercado americano e para uma expansão internacional", destacou a vice-presidente da IMG Fashion.

 

Mas Mallis deu um recado aos estilistas que ainda não consolidaram seu trabalho em terras americanas. Participar da semana de moda de Nova York não significa nada "se, após os desfiles, não se começa a trabalhar", porque "nenhum negócio se firma nas tendas do Bryant Park", alertou.

 

"Nós damos o templo e eles têm que conseguir fazer as pessoas virem rezar", brincou a executiva, que recomenda às grifes terem um lugar na cidade onde as pessoas possam "ver a roupa, tocar os tecidos, perguntar o preço e comprovar que o que viram na passarela é real".

 

Mallis, que ressaltou o caráter do evento, também admitiu que a crise econômica afetou os preparativos da atual temporada de desfiles, já que, no mundo da moda, "todo dia uma empresa quebra, algum estilista busca trabalho e muitas lojas fecham".

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