Grife infantil Lilica Ripilica abre temporada do Fashion Rio

Desfile foi inspirado em chá da tarde em castelo francês; 46 grifes se apresentam até o fim da semana

07 de janeiro de 2008 | 20h50

A Lilica Ripilica abriu a temporada outono/inverno do Fashion Rio com um desfile inspirado num chá da tarde em um castelo francês. Vestidos, saias, casacos, boleros tinham os mesmos tons das guloseimas - rosa, chocolate e baunilha.  Veja também:  Gisele Bündchen chega para participar do Fashion Rio  Galeria de fotos do Fashion Rio  A moda da grife infantil para a próxima estação será romântica, com babados, laçarotes, drapeados. Em alguns looks, as meninas estavam modernas, com calça xadrez e terninho. Botas e sapatos-boneca, boinas, chapéus e cachecóis complementavam o visual das mocinhas.  No casting da grife, atrizes mirins como Klara Castanho (do seriado Mothern, do GNT) e Sofia Terra, da novela Pé na Jaca. Na platéia, muitas crianças - algumas até de colo. A pequena Fernanda Bina Siqueira Campos de Oliveira, de 5 anos, assistiu da primeira fila o desfile da grife infantil e aprovou os "vestidos cor-de-rosa". Mas ao ver um casacão bem fofo fez cara feia. "Não gostei, não", diz com a autoridade de quem já é veterana nos desfiles da Lilica Ripilica: assistiu ao primeiro aos 3 anos.  Até o fim da semana, 46 grifes terão apresentado sua moda outono/inverno em 33 desfiles nas tendas montadas na Marina da Glória e em outros salões, como o Copacabana Palace, Oi Futuro, Armazém 6 do Cais do Porto, Museu Histórico Nacional e até no Centro Cultural da Ação da Cidadania, ong criada pelo sociólogo Betinho.  A estação não é o forte da moda carioca. As grandes grifes de moda praia, como Salinas, Blue Man e Lenny ficam de fora. Nesta 12.² edição do Fashion Business, Gisele Bündchen é a grande vedete e se apresenta hoje, logo no início da temporada, tirando um pouco do brilho do restante da semana de moda. A musa está na cidade, fotografando para o catálogo da grife catarinense Colcci.  Os desfiles deste ano têm como tema tecnologia e inovação. "Infelizmente ainda falta tecnologia à indústria da moda. Temos que correr muito. A China leva sete meses para produzir para a moda. Podemos tomar partido disso, desde que a inovação tecnológica seja facilitada. Isso permitirá que o custo da mão-de-obra caia, tornando os preços brasileiros mais competitivos", aposta Heloysa Simão, organizadora da semana de moda.   O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, comemorou o crescimento das exportações da moda fluminense - o Estado está em terceiro no ranking nacional, atrás de São Paulo e Santa Catarina.  "Enquanto em todo o Brasil, as exportações caíram 7,2% entre 2006 e 2007, no Rio o crescimento nesse período foi de 12,8%. O valor do quilo exportado é de US$ 28 na média nacional, mas no Rio vale US$ 70. Essa diferença ocorre porque a moda aqui é linda, criativa, a cara do Rio. Paulista e afins, venham fazer negócio aqui", convidou o presidente da Firjan.  Em paralelo ao Fashion Rio, ocorre a bolsa de negócios Fashion Business, que reunirá mais de 150 marcas em 80 estandes, também na Marina da Glória. As grifes serão visitadas por 35 compradores internacionais, além de um público estimado em 10 mil pessoas.  A expectativa é que o Fashion Business movimente R$ 350 milhões no mercado interno e entre US$ 15 e US$ 16 milhões em vendas para o mercado externo. A feira começa nesta segunda-feira, 7, e termina na sexta-feira, 11, um dia antes da semana de desfiles.

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