Grazi Massafera faz sua estreia na passarela do Fashion Rio

Atriz desfilou para grife de Walter Rodrigues, que encerrou o 1.º dia da 14.ª edição da semana de moda carioca

11 de janeiro de 2009 | 22h48

Com um galho de arruda escondido na calcinha (para espantar o mau olhado), a atriz Grazi Massafera fez neste domingo, 11, sua estreia na passarela do Fashion Rio. Ela teve duas entradas no desfile da grife Walter Rodrigues, que encerrou o primeiro dia da 14.ª edição da semana de moda carioca. Na fila A, a atriz Larissa Maciel, que interpreta a cantora Maysa, e a apresentadora Glória Maria.   Veja também: Lilica Ripilica abre a passarela da 14.ª edição do Fashion Rio Coleção da Sta Ephigênia é inspirada na África   Rodrigues quis brincar com as contradições entre o feminino e o masculino - tecidos "masculinos"como casimira ganharam formas sensuais e delicadas. Grazi vestiu um tailleur em new casimira mescla, sobre a t-shirt tatoo Yakuza, uma reedição da coleção 2001 (segunda-pele com estamparia que lembra a de tatuagens), num belo efeito. Ao fim da apresentação, usava um robe manteaux, cortado como smoking, e com generoso decote.   A t-shirt tatoo apareceu com outras peças, como o tomara-que-caia em densyty berkeley roxo usado pela top Drielle Valeretto e com o smoking em casimira que Thana Kuhnen vestiu. Em muitas peças, havia aplique de flores em ouro brilhante, feitos pela empresa Camelia Branca. Rodrigues optou por um desfile basicamente com roupas em preto e "cores sombrias". "É o que eu acredito que seja elegância".   A grife Sta Ephigênia foi buscar inspiração na África e nos anos 80 para compor a sua coleção de inverno, com vestidos em Y - ombros amplos e o corpo ajustado -, e calças clochard (frouxas e largas na cintura, ajustadas por cinto). As estampas imitam pele de animais, como o antílope, em vestidos em voile e seda. O estilista Luciano Canale também apostou em lã fria, feltro, couro e tricô em seda rústica. Nas cores, preto, cinza, nude e off-white.   Canale leu África Fantasma, do escritor e poeta Michel Leiris, que participou de missáo etnográfica francesa no continente africano, em 1931. Influenciado pelo arrebatamento que acometeu o escritor, quis mostrar a riqueza e as belezas da cultura africana - mas com olhar "menos óbvio", para apresentar uma nova roupa para a noite. Para os acessórios, escolheu cordões gigantes, em acrílico, arrematados por um laço, numa releitura dos colares usados pelo povo Masai.   A grife infantil Lilica Ripilica abriu a 14.ª edição do Fashion Rio com a coleção de inverno Meu conto preferido, inspirada no conto Um Apólogo, de Machado de Assis, numa homenagem ao centenário de morte do escritor. Estampas de miniflores, patchwork e xadrez e muitos apliques - botões, agulhas, alfinetes - remetem às bonecas de pano e no universo lúdico do conto. Para entrar na passarela, as pequenas modelos tiveram de "atravessar" um livro - a cada página virada um novo cenário, como uma sala de costura e biblioteca.   Para aquecer as meninas no próximo inverno, a Lilica fez vestidos, blazers, bermudões, casacos longos em veludo cotelê, tricoline, lã, jeans, sarja e moleton felpada.   Havia strech em blazers, vestidos, saias slim. Algumas peças ganharam o brilho de cristais Swarovski, como uma camisa xadrez, que recebeu aplique nas mangas, e saia em veludo, com a barra em cristais. As modelos usaram peças sobrepostas e acessórios de causar inveja às mães - como sapatilhas, bolsas, e charmosas boinas.   Na fila A, muitos famosos, que acompanharam a apresentação dos filhos. A modelo mais aplaudida foi a pequena Alice, de 5 anos, filha do ator Danton Melo, que atravessou a passarela séria, bem compenetrada, e acabou emocionando o pai. A irmã mais velha, Luisa, de 7 anos, havia acabado de desistir de desfilar. "Nós conversamos antes e eu disse que era para ser uma grande brincadeira. Elas só deveriam entrar se estivessem à vontade. Luisa entende mais e preferiu não desfilar sozinha. Entrou na última volta, quando todas as crianças se apresentam juntas e aí pareceu animada", contou Melo.   Também desfilaram as gêmeas de Heitor Martinez e Ana Markun, Alice e Helena, de 6 anos, duas afilhadas de Aracy Ballabanian, ambas chamam-se Antônia, de 6, e Allicia, de 4 anos, filha de Marcos Pasquim. "Ela já faz tudo isso em casa: dança, canta, interpreta. Estava bem à vontade", comentou Pasquim.

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