Grandes shows e improvisos

Além do que já se esperava de bom de nomes de peso, como Joyce, Dori Caymmi, Yamandú Costa, Hermeto Pascoal, Richard Galliano, Trio Curupira e Banda Mantiqueira, foram muitas as boas surpresas do Choro Jazz Jericoacoara. O esquema de colaboração entre os músicos parece ter se dado com mais frequência nesta segunda edição do festival, com Arismar do Espírito Santo, Alessandro Penezzi, Alexandre Ribeiro, André Marques e Cleber Almeida participando de vários shows.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2010 | 00h00

A principal surpresa foi o encontro da dupla Penezzi (violão) e Ribeiro (clarineta), que mostraram toda sua destreza, tocando choros com impressionantes velocidade, técnica, prazer e entendimento mútuo. Todas essas virtudes se viram reunidas na impecável apresentação do violonista Yamandú Costa e seus parceiros Rogério Caetano, Luís Barcelos e Alessandro "Bebê" Kramer. Penezzi e Ribeiro juntaram-se a eles na parte final, deixando a plateia embasbacada com a execução de Graúna (João Pernambuco) e 1 x 0 (Pixinguinha). Foram os dois melhores shows de choro do evento, que teve ainda os veteranos da Moderna Tradição também dando aulas de boa música no setor.

De jazz brasileiro, além de Joyce e seus ótimos acompanhantes, veio Hermeto e banda com seu estilo free, quebrando tudo. O mago alagoano fez um show conciso e alegre, interagindo com o público, com bom humor e, como de hábito, improvisando muito.

Além de Kramer e Hermeto, o acordeom exerceu grande atrativo sobre o público (porque o aproxima do forró) nas mãos de Lulinha (Moderna Tradição), Richard Galliano, que fez o instrumento cantar e bailar em diversos gêneros numa bem-sucedida apresentação solo, de Luiz Calos Borges e do argentino Nini Flores, que com o irmão Rudi e o parceiro gaúcho, trouxeram pérolas do chamamé.

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