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Gramado pela diversidade

Na 39ª edição, mostra gaúcha dá prêmio especial a Domingos de Oliveira

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2011 | 00h00

Gramado está ficando quarentão. O único festival do cinema brasileiro que se realiza ininterruptamente desde sua primeira edição completa 39 anos. No ano que vem serão 40. Em seu último ano antes do "enta", Gramado estende hoje o tapete vermelho para mais uma edição, que vai até a cerimônia de premiação, no dia 13.

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Os curadores José Carlos Avellar e Sérgio Sanz selecionaram sete longas brasileiros e sete estrangeiros. Os 16 curtas brasileiros são resultado de uma seleção com curadoria de Hiron Goidanich, o Goidas. A Mostra Gaúcha terá 20 filmes, numa seleção conjunta da organização do festival e representantes da Assembleia Legislativa do Estado. O festival de cinema brasileiro virou internacional - latino - quando a quebra da produção ameaçou paralisá-lo, em meados dos anos 1990. Por mais que os títulos selecionados em todas as seções privilegiem um recorte estético e político (ou social), Gramado visa a ser um espelho da diversidade da produção brasileira e latino-americana.

Na abertura, o 39.º Festival de Cinema Brasileiro e Latino exibe um longa já premiado em Paulínia - O Palhaço, de e com Selton Mello. A exibição faz parte da homenagem que Gramado presta a Selton, como ator que deu cara ao cinema brasileiro nas duas últimas décadas. A lista completa dos longas que integram a competição nacional está anexa. São quatro ficções e três documentários do Rio Grande do Sul, do Rio, de São Paulo e Pernambuco.

Os longas estrangeiros são: A Tiro de Pedra, de Sebastian Hiriat, do México; El Casamiento, documentário de Aldo Garay, do Uruguai; Garcia, de Jose Luis Rugeles, da Colômbia; Jean Gentil, de Laura A. Guzmán e Israel Cárdenas, da República Dominicana, do México e da Alemanha; La Lección de Pintura, de Pablo Perelman, do Chile; Las Malas Intenciones, de Rosario García Montero, do Peru, Alemanha e Argentina; e Medianeras, de Gustavo Taretto, da Argentina.

Como já virou tradição, o festival faz duas importantes premiações honorárias. O prêmio Oscarito de 2011 vai para Fernanda Montenegro, a quem o espectador brasileiro deve interpretações inesquecíveis em grandes filmes (e isso sem contar a atriz poderosa que ela também é no teatro e na TV). O Prêmio Eduardo Abelim, que homenageia o pioneiro do cinema gaúcho e brasileiro, vai contemplar Domingos de Oliveira. Em 1966, com Todas as Mulheres do Mundo, ele não apenas revelou Leila Diniz como abriu o ciclo da comédia urbana contemporânea.

O festival abriga várias manifestações, como seminários, workshops e exibições especiais. Duas entidades, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema e a Associação de Críticos do Rio Grande do Sul, promovem amanhã uma importante discussão. Sob o título A Censura Voltou?, o que estará em pauta será a proibição do longa A Serbian Film, acusado de incitar a pedofilia.

LONGAS NACIONAIS

As Hiper Mulheres

de Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro

O Carteiro

de Reginaldo Faria

Olhe Pra Mim de Novo

de Claudia Priscilla e Kiko Goifman

País do Desejo

de Paulo Caldas

Ponto Final

de Marcelo Taranto

Riscado

de Gustavo Pizzi

Uma Longa Viagem

de Lúcia Murat

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