Grafiteiro Banksy cria murais na Terra Santa

O grafiteiro britânico Banksy quer levaralegria a Belém neste Natal e incentivar o turismo na cidadereverenciada por ser o local do nascimento de Jesus. O artista de rua pintou em prédios espalhados pela cidade,situada na Cisjordânia, seis murais provocantes, incluindo umque mostra uma pomba, símbolo da paz, usando colete à prova debalas e outra com uma menina de maria-chiquinha revistando umsoldado israelense. Banksy, que ganhou status cult por suas imagens ousadas esatíricas, também converteu uma loja de fast food diante daIgreja da Natividade em galeria de arte, exibindo o trabalho deartistas dos territórios palestinos e de fora. Os trabalhos do artista já foram arrematados por centenasde milhares de dólares em leilões, e ele tem a atriz AngelinaJolie entre seus clientes. Mas Banksy mantém sua identidade emsegredo e quase nunca concede entrevistas. Outros artistas que estão expondo em Belém disseram esperarque a exposição chame a atenção para a vida na Cisjordâniaocupada e crie laços entre artistas locais e internacionais. Os moradores de Belém dizem que os postos militares e abarreira erguida por Israel na Cisjordânia, que invade terraspalestinas, estão estrangulando o turismo e prejudicando aeconomia da cidade. Banksy fez manchetes em 2005 ao pintar várias imagenssatíricas no lado palestino da barreira, que Israel diz tererguido para impedir a entrada de homens-bomba no país. As novas imagens são mais impactantes. Os peregrinos quechegarem a Belém para o Natal verão um mural imenso mostrandouma pomba na lateral de uma casa crivada de buracos de balas. Apomba está diante de uma torre de vigia militar israelense eusa colete à prova de balas. Em outro lugar, um dos ratos que são a marca registrada doartista está ao lado de uma catapulta voltada contra outratorre de vigia. Na exposição, Banksy tem uma escultura de umquerubim natalino com uma pedra perfurando seu estômago esangue jorrando da ferida. Todas as peças da exposição serão leiloadas, e a renda serárevertida para organizações beneficentes locais.

REBECCA HARRISON, REUTERS

03 de dezembro de 2007 | 15h48

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