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Grace Kelly: 30 anos sem o mito do cinema americano

Grace Kelly, atriz, princesa, mito, morreu há exatos 30 anos, em acidente de carro, depois de sofrer derrame cerebral, em Monte Carlo, onde vivia. Deixou marido, o Príncipe Rainier, e três filhos: Caroline, Albert (hoje príncipe de Mônaco) e Stefanie. Tinha apenas 52 anos.

O Estado de S.Paulo,

14 de setembro de 2012 | 12h06

Grace nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, como a segunda filha de John B. Kelly e de Margaret Katherine Maier. Seu pai fez fortuna com uma empresa de construção. Os quatro filhos do casal foram criados com princípios morais exigentes, espírito empreendedor e ao mesmo tempo protegidos do clima de dificuldades sociais do período da Grande Depressão.

Desde criança, Grace queria ser atriz. Aos 12 anos, atuou em uma pequena peça chamada Don't Feed the Animals, ainda na Filadélfia. Após concluir o curso secundário em 1947, viajou para Nova York para tentar a sorte. Inicialmente, trabalhou como modelo e, quase dois anos depois, conseguiu estrear na Broadway. Estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas, onde passaram atores como Katharine Hepburn, Lauren Bacall e Spencer Tracy.

Pouco tempo depois, despertou a atenção do produtor de televisão Delbert Mann, que a chamou para alguns programas. O sucesso a fez conseguir o primeiro papel no cinema. Em 1951, aos 22 anos, estreou no filme Fourteen Hours. Logo o produtor de Hollywood Stanley Kramer a convidou para mais um filme. No ano seguinte, ao fazer o par romântico com Gary Cooper em Matar ou Morrer, tornou-se muito popular.

Em 1953, trabalhou com Clark Gable e Ava Gardner em Mogambo, que contava a história de um caçador de gorilas africanos. Pelo filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz e foi nomeada ao Oscar, mas não conseguiu vencer. Depois protagonizou Disque M para Matar, sob a direção de Alfred Hitchcock. Ganhou o Oscar pelo filme Amar é Sofrer, no qual fez a mulher de um artista fracassado, interpretado por Bing Crosby.

Em 1955, fez ao lado de Cary Grant Ladrão de Casaca, em Mônaco. A estrada em que viria a falecer mais tarde, inclusive, aparece no filme. Nesse mesmo ano, voltaria a trabalhar com Hitchcock no clássico Janela Indiscreta. Voltou a atuar com William Holden em As Pontes de Toko-R. Em seu último filme, Alta Sociedade, de 1956, atuou ao lado de Bing Crosby e Frank Sinatra.

Grace teve alguns amores, como Gary Cooper, Clark Gable, William Holden, Jean-Pierre Aumont, Ray Milland e David Niven. Mas tudo ficou no passado depois que passou por Mônaco. A carreira meteórica e cheia de sucesso foi interrompida de forma espontânea depois que conheceu o príncipe Rainier. Isso foi em 1955, ao ser convidada pelo governo francês para participar do festival de Cannes.

O conto de fadas se concretizou com o casamento dos dois. Rainier finalmente encontrou uma mulher sem herdeiros, fato que garantiria a manutenção da independência de Mônaco após sua morte. Caso contrário, o principado voltaria ao comando da França. E Grace Kelly se casou com um pretendente que agradava aos pais. Longe das telas, mas não dos holofotes, teve três filhos com Rainier: Caroline (nascida em 1957), Albert (1958) e Stephanie (1965).

Apesar da vida de princesa em Mônaco, biógrafos e amigos relatam que a atriz não era muito feliz longe de casa e sentia falta da vida nos Estados Unidos. Ciumento, Rainier determinou que os filmes da mulher fossem banidos do principado.

Foi assim até a morte da princesa, em 14 de setembro de 1982. Sua filha Stéphanie, então com 17 anos, que a acompanhava, foi acusada de ter conduzido o veículo e causado o acidente após uma discussão com sua mãe. Mas comprovou-se que não foi verdade.

Caroline, a filha mais velha do casal, é considerada a "herdeira legítima" de Grace Kelly nos quesitos beleza e elegância. Conhecida por ajudar a patrocinar eventos ligados às artes, a atriz foi homenageada após sua morte com o lançamento da Fundação Princesa Grace, presidida por Caroline. Anualmente, o grupo promove uma concorrida festa em Nova York para celebridades do mundo artístico.

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