Grã-Bretanha impede saída de tela de Francis Bacon

O governo britânico proibiu, temporariamente, que uma valiosa pintura de Francis Bacon seja vendida para outro país. O quadro, Study after Velasquez, ficou perdido por muitos anos e muitos acreditavam que havia sido destruído, mas foi reencontrado depois da morte de Bacon, em 1992. Um comprador americano não identificado concordou em comprar a obra, mas a ministra da Cultura, Estelle Morris assinou hoje um veto para a exportação. Compradores britânicos terão até 27 de julho para conseguir as 9,5 milhões de libras (R$ 53,9 milhões) necessárias para comprar o quadro. O prazo poderá ser prorrogado até 27 de novembro, se um comprador interessado aparecer.Study after Velasquez foi pintado em 1950 como parte da série de Bacon, Pope Series, com mais de 45 pinturas inspiradas em Portrait of Pope Innocent X, de Velasquez, produzidas para serem expostas na Galeria de Hanover em 1950 e no Festival da Inglaterra, em 1951, mas Bacon desistiu nas duas ocasiões. Depois ele mandou o quadro para seu fornecedor, e mais tarde ele foi dado como destruído. Bacon várias vezes mostrou-se arrependido pela perda.Em 6 de maio, a ministra proibiu outra obra de ser vendida para fora do país, French Coast with Fishermen, uma rara pintura de Richard Parkes Bonington, um dos maiores artistas da escola inglesa no século 19, pelo mesmo motivo: quer encontrar um comprador britânico. A proibição de venda da tela, avaliada em 2,1 milhões de libras (R$ 11,3 milhões), vale até 6 de julho, mas o governo também considera estender o prazo até outubro, caso nenhum comprador apareça.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.