Governo britânico combate pornografia na internet

O governo britânico propôs nesta terça-feira medidas para combater a pornografia "extrema" na internet depois do assassinato, em 2003, de uma mulher por um homem obcecado por pornografia violenta. Num documento divulgado nesta terça-feira, o ministério do Interior britânico deixou clara sua intenção de tornar mais rigorosa a legislação contra a pornografia adulta violenta na internet. "Por extrema, nos referimos a materiais violentos e abusivos que mostram atividades ilegais e cujos participantes, em alguns casos, poderiam ter sido vítimas de crimes", afirmou o governo no texto divulgado nesta terça-feira. O governo de Tony Blair pretende declarar ilegal qualquer material na internet que contenha "cenas reais ou descrições realistas de relações sexuais ou orais com um animal ou com corpos humanos, violência sexual grave ou violência grave num contexto sexual". "São materiais chocantes para a grande maioria das pessoas e que não deveriam existir em nossa sociedade. O fato de que estejam acessíveis na internet não deve de nenhuma maneira legitimá-los", declarou nesta terça-feira o secretário de Estado do Interior, Paul Goggins. A venda e divulgação destas fotos é ilegal na Grã-Bretanha por conta da atual legislação contra a publicação de imagens obscenas, mas sua posse ainda é considerada legal, a não ser que envolva crianças. As novas medidas não se referem a desenhos ou textos nem à pornografia atualmente à venda legalmente nos sex-shops britânicos, precisou o governo. "Estas formas de pornografia violenta e abusiva vão muito além dos filmes ou imagens vendidos legalmente nos sex-shops na Grã-Bretanha e não deveriam ser acessíveis na Internet", acrescentou Goggins.

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