'Gonzaga - De Pai para Filho' chega amanhã aos cinemas

Se não estivessem juntos no set para trabalhar, seria possível dizer que o encontro dos integrantes da equipe de "Gonzaga - De Pai para Filho", que estreia nesta sexta-feira, se tratava de uma reunião do fã-clube de Luiz Gonzaga (1912-1989). Por coincidência, tanto o diretor Breno Silveira (de "2 Filhos de Francisco"), quanto os atores principais Chambinho do Acordeon e Julio Andrade têm estreita ligação com o Rei do Baião ou são seus admiradores de longa data.

AE, Agência Estado

25 Outubro 2012 | 11h05

"O Gonzaga frequentava a casa do meu avô, que era político em Pernambuco", relembra Silveira, que levou sete anos para concretizar o filme idealizado por Maria Hernandez. Chambinho, que interpreta no filme o cantor em sua fase áurea da carreira, também é sanfoneiro e aprendeu a tocar músicas de Luiz Gonzaga com 8 anos de idade. Já Andrade, que vive Gonzaguinha (1945-1991), filho do protagonista, já ganhou uns trocados cantando músicas de seu personagem em bares.

Ao mesmo tempo em que narra a trajetória de Gonzaga, o longa mostra a complicada relação do músico com seu primogênito, criado pelos amigos Xavier (Luciano Quirino) e Dina (Silvia Buarque), pois o pai estava ocupado fazendo shows pelo Brasil. A volta à questão da paternidade não é um acaso na filmografia de Breno Silveira, que também tocou no assunto em "À Beira do Caminho", lançado neste ano. "Alguém falou que a gente faz eternamente o mesmo filme. Acho que estou neste contexto", assume o cineasta.

As famílias de Gonzaguinha e de Rosa Gonzaga, filha adotiva do sanfoneiro, não se bicavam, mas acabaram se unindo durante a produção. "Eles não se falavam. Então, a gente combinou um jantar e juntou todos depois de 15 anos. Hoje, eles voltaram a se frequentar, voltaram a ser uma família", orgulha-se Silveira.

Fiel à história de Luiz Gonzaga, o filme mostra o início da carreira do Rei do Baião, desde a época em que era adolescente em Exu, no sertão de Pernambuco, quando fugiu de casa para esquecer um amor proibido - a filha de um coronel (Domingos Montagner), que não aprovava o romance - e foi servir o Exército. Em cada uma das três fases, o papel fica à cargo de Land Vieira, Chambinho do Acordeon e Adélio Lima, respectivamente. As informações são do Jornal da Tarde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.