Godard não foi, mas mandou filme

CANNES

, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2010 | 00h00

Desde o começo do festival, não se falava em outra coisa. Jean-Luc Godard. O enfant terrible da nouvelle vague era a grande atração da mostra Um Certain Regard com seu novo longa, Film Socialisme. Godard não veio. Cancelou a sua participação, mas enviou o filme, que, de qualquer maneira, estará no YouTube, numa versão acelerada.

Film Socialisme divide-se em três partes, ou movimentos. Des choses comme ça, coisas assim como um cruzeiro no Mediterrâneo; Quo Vadis, Europa ou duas crianças que são eleitas na província por levarem os pais ao tribunal (da infância); e Nos Humanités, nossas humanidades, com imagens de seus lugares onde a história se fez (faz) de verdade, Egito, Palestina, Odessa, Hellas (Grécia), Nápoles e Barcelona. Os dois primeiros movimentos correm o risco de ser considerados aborrecidos. Velhas provocações de um Godard que não surpreende tanto. O terceiro terço, a parte final, é a que fica. É maravilhosa.

Godard pode não ter vindo, mas enviou sua pequena bomba à Croisette. Criou o evento de Cannes em 2010. / L.C.M.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.