GNT exibe documentário brasileiro sobre tragédia em Nova York

Enquanto o centro das atenções do mundo deixou Nova York e migrou para o Oriente Médio, o canal pago GNT traz a Big Apple de volta ao foco das atenções com os programas Nova York - Um Mês Depois, hoje, às 22h30, e Nova York, Um Documentário, que remonta toda a trajetória urbana da cidade que nunca dorme - desde 1609. A série começa a ir ao ar amanhã, às 20 h. A produção que será exibida hoje é brasileira e traz depoimentos dos habitantes da capital do mundo depois dos atentados terroristas que alteraram para sempre a paisagem urbana de Manhattan. Além disso, traz dados estatísticos, como aumento do consumo de cigarro, bebida alcoólica e pílulas para dormir. No dia seguinte, um retorno às origens com a série Nova York - Um Documentário, que vai contar até o final do mês toda a história da cidade. Apesar de Nova York ter sido descoberta pelo explorador italiano Giovanni de Verrazano em 1524, o primeiro episódio, O País e a Cidade(The Country and The City - 1609 -1825) já parte do começo do século 17, com a chegada do navegador inglês Henry Hudson, que a denominou domínio holandês e a batizou como Nova Amsterdã. O então vilarejo assumiu a função de entreposto comercial, até que se transformou na principal porta de entrada anglo-saxônica para o novo mundo, graças à construção do Canal Eire, que ligou a localidade litorânea ao interior do país. Com a construção da nova via, veio a cara da cidade, que se perpetuou por ali até os dias atuais: comercial e capitalista. O documentário, por meio de imagens e explicações de especialistas, traça a passagem da cidade para o domínio inglês, que trouxe para o lugar novos elementos, como a escravidão. A produção, neste primeiro capítulo, lembra também que Nova York foi, na verdade, um presente de aniversário - nos tempos em que regimes absolutistas monárquicos permitiam tais absurdos - do rei Charles ao duque de York. Partindo destas referências, O País e a Cidade enumera outros momentos de importância histórica de NY, como a posição estratégica fundamental que exerceu durante a Revolução Americana, que promoveu a indepêndencia daquele país e acabou tornando-a capital dos Estados Unidos, representando os ideais de vida cívica e urbana para os americanos. Na sexta, no mesmo horário, vai ao ar o segundo capítulo da produção, Ordem e Desordem (Order and Disorder: 1825 - 1865). Este episódio se dedica a analisar e reunir elementos e dados históricos sobre as quatro décadas, nas quais a cidade passou a ser o exemplo vivo do "melting pot" que é a civilazação norte-americana, sendo alvo de fluxos migratórios dos quatro cantos do planeta, ao mesmo tempo em que se tornava a maior metrópole industrial dos EUA. Neste momento de adesão ao processo de industrialização, o documentário mostra como a presença de alemães e irlandeses, que vieram ao país em grandes quantidades (vale lembrar que a Irlanda, do século 19 para o 20, teve um decréscimo populacional), trouxe à região conceitos de urbanização e estilo de vida metropolitano, a um local onde a mentalidade provinciana ainda resistia. No entanto, nem só no lado positivo fica concentrada a atenção de Ordem e Desordem. O programa também deixa clara a questão do preconceito racial, que levou a fortes perturbações sociais. Para tanto, volta sua atenção para a classe artística e política de época, revisitando histórias e dilemas de artistas, ativistas sociais e líderes políticos, como o poeta Walt Whitman e a dupla responsável pela criação do Central Park, Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux.

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