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Glória Perez fala sobre 'Salve Jorge'

A nova novela da autora vai estrear no dia 22 deste mês, às 21 horas, na Rede Globo

Entrevista com

MARCIO CLAESEN - O Estado de S.Paulo,

08 Outubro 2012 | 03h01

Única novelista do País a escrever um folhetim sem ajuda de colaboradores, Glória Perez já iniciou seu processo hercúleo há várias semanas. Em meio a esta tarefa que muitos invejam, mas poucos, de fato, dariam conta, a autora respondeu a algumas perguntas do Estado sobre Salve Jorge.

Glória, o que a seduziu na Turquia?

A Turquia é um país fascinante, você vai ver. Istambul é a única cidade do mundo situada em dois continentes: metade Europa, metade Ásia. E o país faz essa costura entre costumes e valores do Oriente e do Ocidente. Isso é o que mais me seduziu, além, é claro, de sua importância histórica.

Você acredita que a assimilação da cultura do país pelos brasileiros será fácil?

Acredito que sim. A cultura muçulmana e a indiana são muito mais distantes e foram bem compreendidas.

É verdade que Salve Jorge encerra a trilogia de suas novelas que têm um pé no exterior? Isso acabou se tornando uma marca sua.

É que ao contrário do que as pessoas pensam, as culturas que retratei entraram na novela por exigência do tema. Nenhuma dessas histórias, nem O Clone (2001) nem Caminho das Índias (2009), foi pensada a partir de uma cultura diferente.

Como conseguir a dose certa de um tema denso como o tráfico de mulheres em um horário nobre que atinge públicos de idades e realidades sociais tão distintas?

O segredo estará sempre na maneira de contar. Penso que está mais do que na hora de falar desse tema que permanece invisível para o grande público, apesar de fazer tantas vítimas. É uma campanha de esclarecimento, para que as pessoas que aceitam trabalho no exterior prestem atenção nos cuidados que devem tomar para não cair na cilada. Na verdade, o tema é mais abrangente: vamos falar de tráfico humano - para sexo, trabalho e adoção. E a novela vai mostrar depoimentos de vítimas reais .

Como foi a escolha da atriz Nanda Costa?

Vi os trabalhos da Nanda no cinema. É uma atriz densa, que mergulha sem medo em todas as nuances da emoção que você proponha. Isso é essencial para as minhas protagonistas. Está sendo um privilégio trabalhar com ela.

O que o público pode esperar de Salve Jorge?

Espero que Salve Jorge emocione, faça rir e refletir.

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