Gloria Kalil faz patrulha pré-Copa

No Fantástico, consultora mostra como o Brasil está se preparando para receber turistas nos grandes eventos

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2013 | 02h09

Imagina na Copa. É difícil conhecer alguém que nunca tenha dito ou não tenha escutado a frase anterior nos últimos meses, em que o atraso das obras dos estádios e problemas de transporte público foram noticiados. Curiosa para saber o que está sendo feito para que o bordão não perdure, a consultora de etiqueta Gloria Kalil vai às ruas e mostrará as atitudes que os brasileiros estão tomando na série Vamos Fazer Bonito, que vai ao ar a partir de 12 de maio no Fantástico.

"O Brasil vai sediar a Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e Olimpíada. O País está convidando o mundo para vir aqui. E, quando você convida uma pessoa, ajeita a casa, limpa o quarto de hóspedes, ajeita a cama. Quero saber se nós fizemos direito essa lição para receber esses visitantes, que são nossos convidados", explica Gloria ao Estado.

Além da consultora de etiqueta, a série terá seis estrangeiros de diferentes nacionalidades que percorrerão as cidades-sede da Copa de 2014, como um sueco. "Vamos ver como é a recepção, se sabem encaminhar turistas com uma dúvida, se os banheiros estão ordem, se os taxistas fazem o percurso correto, se os hotéis têm boas indicações sobre cuidados na rua. São essas as dicas que vamos dar", enumera Gloria. Um dos temas abordados é o preparo dos restaurantes que não recebem tantos estrangeiros. "É para ver se há menu traduzido. Eles chegam lá e está escrito xinxim de galinha. Nem eu sei explicar o que é xinxim de galinha. A partir do comportamento de cada um, vamos fazer intervenções."

Gloria se mostrou surpresa com quem já está se preparando para os grandes eventos. "Tem gente, sim, fazendo algumas coisas, dando aula de inglês para os funcionários, criando aplicativos de celular para facilitar a tradução de menus. Há gente se esforçando para mostrar a gastronomia brasileira aos estrangeiros", conta.

Para ela, um dos principais problemas para recém-chegados é a sinalização. "Há muitas falhas, até para a gente daqui. Seria legal a gente fazer esse esforço para eles e incorporar para nós. Tirando o aeroporto, que tem um pouco de tradução em inglês, o resto não tem mais nada", lamenta. Ela acredita q que os turistas brasileiros têm menos dificuldades. "Para a gente é diferente, a gente fala a língua", defende.

Gloria também reclama da falta de polidez de quem lida com os turistas. "Você vai em um mercado modelo e fica aquela gente te atrapalhando, querendo te vender coisa. Se você vai a uma praia, ficam te puxando, te amolando. Isso é chato para o turista e chato para a gente", reforça.

A falta de profissionais que dominam outros idiomas chamou a atenção da consultora "Acho que não é obrigação do povo falar, mas pelos menos das pessoas que trabalham com turismo. Muitas delas não falam nenhuma língua", indigna-se. Apesar dos problemas, Gloria Kalil acredita que os brasileiros vão se empenhar, "São várias as situações que precisam ser melhoradas. Ainda dá tempo de fazer muito. Espero que a gente tenha muitos pontos altos para mostrar em breve."

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