Globo exporta para mais de 80 países

No anúncio feito na sexta-feira pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, e a Organização das Nações Unidas, em Genebra, da criação do fórum internacional destinado a incrementar projetos e exportações de bens culturais dos países emergentes, o Brasil apresentou dados tímidos. Segundo o embaixador do Brasil, Rubens Ricupero, o País exporta US$ 200 milhões por ano, o que representa 30 mil horas de programação. Desse total, a maior fatia pertence à Rede Globo, que exporta por ano 24 mil horas de sua programação, principalmente dramaturgia, entre novelas, minisséries e séries. A emissora divulgou que o mercado cresceu 70% nos últimos cinco anos, mas não informou quanto fatura com as vendas. Os principais mercados são EUA (a população hispânica), Portugal, Rússia e da América Latina. Os campeões de vendagem: Terra Nostra (para 84 países), Escrava Isaura (70), Laços de Família (66), O Clone (62) e Sinhá Moça (62). Para a Globo, este é um mercado em franca expansão, para o qual emprega várias estratégias de conquista. Entre eleas, gravar cenas no país comprador, como ocorrerá com Começar de Novo, a nova novela das 7, cuja história tem início na Rússia, grande mercado para os produtos da emissora. Outra prática é a inclusão de atores dos países compradores, como a portuguesa Maria João, que esteve em O Clone, e o italiano Nicola Siri, o padre de Mulheres Apaixonadas. Segundo a Globo, entre abril e maio estavam no ar 115 programas produzidos aqui, distribuídos em 60 países, entre os quais Croácia, Romênia, Ucrânia, Eslovênia, República Checa, além dos já citados. Em alguns casos, as novelas são dubladas; em outros, o texto é legendado.

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