Globo é processada por monopólio

O canal pago de esportes SporTV virou alvo de uma verdadeira guerra. Esta semana, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) instaurou processo administrativo para investigar denúncia de que a Globosat, proprietária do SporTV, estaria praticando monopólio. A denúncia foi feita há três meses pela NeoTV, consórcio paulista composto por 45 operadoras de TV a cabo que não fazem parte do sistema Net. O consórcio reinvindica o direito de transmitir a SporTV, que tem exclusividade sobre os eventos de esportes mais importantes do País. Se perder o processo, a Globosat será obrigada a vender o sinal da SporTV para as operadoras da NeoTV, entre elas a TVA. Atualmente, o canal é exibido pela Net, que, como a Globosat, também pertence às Organizações Globo. "Manter canal exclusivo em TV paga é mais do que comum", diz o diretor-geral de Conteúdo de TV paga da Globo, Alberto Pecegueiro. "O que me impressiona é que essa denúncia tenha partido da TVA. Foi ela quem começou com esse negócio de exclusividade no passado, ao manter o canal ESPN." Irritado, o diretor conta que não quer confusão com a Secretaria de Direito Econômico, o que não quer dizer que ficará calado. "As empresas da NeoTV possuem a participação de capital estrangeiro, descumprindo a lei no se refere à distribuição de canais de conteúdo nacional. Eles agem como um ladrão que vai à polícia comunicar que foi roubado", afirma Pecegueiro. A NeoTV se defende. "Todos, inclusive a Globosat, temos capital estrangeiro, pois por lei podemos ter 49% desse capital na TV paga", diz um dos diretores do consórcio, Fernando Villarinho. "O que queremos é só a comercialização da SporTV, que não é um canal pago como os outros. Um canal de filmes ou de notícias pode ter um semelhante na concorrência, agora, um que tem exclusividade nos maiores eventos esportivos não tem concorrência sadia. Só se exibirmos campeonato de botão."

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