Globo apresenta o elenco de "Mulheres Apaixonadas"

Christiane Torloni vai ser a primeira heroína de Manoel Carlos que não é politicamente correta e pensa tanto nela mesma quanto nos outros. Essa é, talvez, a maior novidade da novela Mulheres Apaixonadas, que será dirigida por Ricardo Waddington e que estréia em 17 de fevereiro, para substituir Esperança e tentar retomar a audiência para além dos 40 pontos. Torloni será mais uma Helena, professora, quarentona, bonita e moderna, que questiona seu casamento com o músico Téo (Tony Ramos), ao reencontrar César (José Mayer), seu ex-namorado. Você já viu esse triângulo há pouco tempo, em Laços de Família, só que a Helena era Vera Fisher. Manoel Carlos assume que seu tema é o cotidiano brasileiro e que repete atores a cada novela. ?Tenho um trato com a Globo de só escrever com o elenco fechado porque eu não crio personagens para qualquer um interpretar. Eles surgem em função do ator?, diz. ?E nas minhas novelas não tem figuração. Todo mundo tem história. Por isso são tantos personagens, mais de 100. Dessa vez, há três núcleos de ação, uma escola, um hospital e um hotel, lugares onde sempre circula muita gente.? Escolher o elenco com o autor é um dos grandes prazeres de Waddington que, tal como aconteceu com Reynaldo Gianecchini em Laços de Família, agora aposta em Rafael Colomeni, moreno de 30 anos, ex-modelo, nascido em Nova Iguaçu (na região metropolitana do Rio) que estréia profissionalmente como ator. ?Achar gente nova é a melhor parte do meu trabalho?, confessa o diretor, que também não abre mão de trabalhar com a mulher, a bela Helena Ranaldi. ?Há atores ótimos no Brasil inteiro e mostrá-los na mídia nacional evita que eu me restrinja a fazer as mesmas coisas a vida inteira.? As estrelas estão sempre disponíveis para viver gente inventada por Manoel Carlos. Suzana Vieira (a vilã Branca de Por Amor) será Lorena, cunhada de Helena. Camila Pitanga é Luciana, filha do primeiro casamento de Téo com a cantora Pérola (a atriz e poetisa Eliza Lucinda, que cantará de verdade na história). Marcello Antony, Rodrigo Santoro, Regina Braga, Helena Rinaldi, Vera Holtz, Regina Braga e Umberto Magnani completam o elenco, que tem também Cláudio Marzo, pela primeira vez numa novela de Maneco. ?Fico esperando décadas para trabalhar com um ator. Aconteceu com Cláudio Marzo e com a Christiane, que já tinha feito Baila Comigo, nos anos 80?, lembra o autor. ?Sou amigo do Cláudio há mais de 40 anos e só agora consegui tê-lo em uma novela. O Umberto Magnani, por exemplo, está comigo desde Felicidade, há dez anos e, quando soube que contava com sua participação em Presença de Anita, fiz questão de aumentar um personagem só para ser vivido por ele.? Christiane Torloni considera Helena ?um beijo dos deuses?. Para vivê-la, dispensou a vampira Mina, de O Beijo do Vampiro, que é sucesso com Claudia Raia, mas não se arrepende. Ela só discorda quando Manoel Carlos diz que a personagem é politicamente incorreta. ?É uma visão masculina da questão?, sorri, surpresa. ?A Helena é uma mulher do nosso tempo, que questiona seus desejos e prazeres e foge à heroína convencional porque não tem culpa. Se até o Roberto Carlos está questionando a culpa (na música Seres Humanos), por que não a gente?? Tony Ramos diz que aprendeu a dublar um saxofonista, tal como fez Robert de Niro em New York New York, mas adianta que essa não é a característica principal de Téo. ?Não tenho que tocar verdadeiramente e nem me inspirei num músico específico para viver o Téo?, explica. ?Como toda dramaturgia, ele vive dois grandes conflitos. Um é sua surpresa quando a mulher questiona a vida deles, que ele considerava feliz e perfeita. O outro é um segredo que só o Manoel Carlos, o Waddington e eu sabemos e não vamos revelar até o fim da novela.? As gravações começaram há um mês, no México, e, a partir de amanhã, vêm para o Rio e interior do Estado. Os atores só receberam até o sexto capítulo e o clima é de expectativa. ?Como a Helena vai resolver seus conflitos? Ah, isso o Manoel Carlos ainda vai me dizer?, conclui Christiane Torloni.

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