Globais dominam os palcos paulistanos

Depois de Bia Nunnes em 1985 e Cláudia Jimenez no ano passado, Miguel Falabella retoma a comédia Batalha de Arroz num Ringue para Dois ao lado de uma nova parceira, Cláudia Raia. "A Jimenez preferiu não fazer a temporada paulista por temer ficar longe de seu médico", explicou o ator, que também dirige o espetáculo. No ano passado, durante os ensaios para a montagem carioca, ela sofreu um acidente quando as cordas do ringue que compunha o cenário se soltaram.Na versão que estréia hoje na Tom Brasil da Vila Olímpia, tudo foi modificado, a começar pelo cenário, que não tem mais o ringue. "Trata-se de uma remontagem, pois não faço a substituição da Jimenez", anuncia Cláudia Raia. "Minha forma de fazer humor é diferente dela: a Jimenez é naturalmente engraçada, tem um humor passivo, enquanto o meu é ativo, que busca o ritmo certo para provocar risos." Batalha de Arroz num Ringue para Dois foi escrito especialmente para Falabella e Cláudia Jimenez, em 1984, por Mauro Rasi. Falabella vive Nélio, casado com Ângela, com quem trava uma série de brigas, resolvidas em fases distintas: o ciúme, a egolatria, a supressão, a paixão e o casamento. Rasi chegou a acompanhar a primeira montagem - ele morreu no final de abril. "Sentimos muito sua ausência, Mauro era o Neil Simon do teatro brasileiro", lamenta Falabella que, a cada lembrança do amigo, não contém as lágrimas. Batalha de Arroz num Ringue para Dois - De Mauro Rasi. Direção Miguel Falabella. Duração: 1h20. Sexta e sábado, às 22 horas; domingo, às 19 horas. De R$ 30,00 a R$ 70,00. Tom Brasil. Rua das Olimpíadas, 66, tel. 2163-2000. Até 30/5GIOVANNA ANTONELLI, EM "DOIS NA GANGORRA" Quando vivia as aventuras de Jade na novela O Clone, a atriz Giovanna Antonelli iniciou uma grande busca por um texto teatral. "Eu já acumulava mais de 15 anos de profissão, mas nunca havia interpretado profissionalmente no palco", conta ela, que chegou a se associar a Ana Paula Arósio e ao diretor Aderbal Freire-Filho para viabilizar o projeto. Mas nada lhe parecia atraente até que um amigo lhe trouxe Dois na Gangorra, escrita por William Gibson, o mesmo de O Milagre de Anne Sullivan. "Fiquei encantada com a inteligência com que ele apresenta o glamour de Nova York dos anos 1950", disse a atriz. Depois de estrear no ano passado no Rio, a peça inicia hoje a temporada paulista, no Teatro Procópio Ferreira. Giovanna vive Gittel, ex-bailarina que se transformou em figurinista e que conhece Jerry, um advogado recém-separado e com medo de iniciar uma nova relação. O personagem é interpretado por Murilo Benício.Ao projeto, juntou-se também o cineasta Walter Lima Jr. que, depois de mais de 20 anos comandando atores atrás das câmeras (Inocência, Ele, o Boto e A Ostra e o Vento), sentia a necessidade de estrear no teatro. "Por conta dessa experiência, Walter conseguiu dar um tom cinematográfico ao espetáculo", acredita Giovanna. Dois na Gangorra - De William Gibson. Direção e adaptação final Walter Lima Jr. Tradução e adaptação Domingos Oliveira. Duração: 80 minutos. Sexta,às 21h30; sábado, às 20 horas e 22h30; domingo, às 19 horas. R$ 30,00 e R$ 40,00 (sexta e domingo) e R$ 40,00 e R$ 50,00 (sábado). Teatro Procópio Ferreira. Rua Augusta, 2.823, tel. 3083-4475.Até 14/6. Hoje, somente para convidados

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