Glauber e Mazzaropi em sequência

Jet Li - O Justiceiro

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2012 | 03h08

22H30 NO SBT

(The Enforcer). China, 1995. Direção de Yuen Kwai, com Jet Li, Anita Mui, Miu Tse, Yu Rong-uang.

Jet Li faz agente que é designado para se infiltrar em quadrilha. Todo mundo pensa que ele virou bandido. A mulher morre, mas, antes disso, confia a guarda do filho a um policial que investiga seu marido, sem saber da missão. O herói luta para restabelecer a verdade. Jet Li é sempre garantia de boas cenas de lutas. Reprise, colorido, 105 min.

Alguém Tem Um Plano?

0H NA CULTURA

(Does Anyone Was a Plan?). Kosovo/Sérvia/ Montenegro/ Macedônia, Bósnia-Herzegovina/Albânia, 2005.

Direção de Lode Desmet.

Personagens escolhidos em cada um dos países produtores se indagam sobre o futuro - da região da antiga Iugoslávia e deles próprios -, após a Guerra da Bósnia. São 17 pessoas que dão o seu testemunho, e a produção se preocupa mais com elas do que com a geopolítica. Inédito, colorido, 57 min.

TV Paga

Terra em Transe

10H35 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1967. Direção de Glauber

Rocha, com Jardel Filho, Glauce

Rocha, Paulo Autran, José Lewgoy, Paulo Gracindo, Paulo César Pereio, Hugo Carvana, Danuza Leão.

Você pode, eventualmente, preferir Deus e o Diabo na Terra do Sol, mas a obra-prima 'política' de Glauber é este filme que mantém a estrutura bipolar característica dos filmes do autor que é considerado o mais importante da história do cinema brasileiro. Jardel Filho faz o poeta Paulo Martins, que gravita entre o político demagogo José Lewgoy (Vieira) e o ditador Paulo Autran (Diaz), num país que se chama Eldorado. A estética ousada põe na tela tudo o que ocorria na América Latina e no mundo, nos conturbados anos 1960. O curioso é o horário, e o fato de que, na sequência, o público poderá emendar a visão delirante de Glauber com O Jeca e a Freira, às 12h30, na homenagem ao centenário de nascimento de Mazzaropi. São mais ou menos como as duas faces de uma mesma moeda chamada Brasil. Vale lembrar que Glauce Rocha, que interpreta 'Sara' - uma das grandes interpretações femininas da história do cinema no Brasil -, fez justamente com Mazzaropi um de seus primeiros filmes, O Noivo da Girafa, em 1957. Reprise, preto e branco, 115 min.

Sonhos de Um Sedutor

18H40 NO TELECINE CULT

(Play It Again, Sam). EUA, 1972. Direção de Herbert Ross, com Woody

Allen, Diane Keaton, Tony Roberts.

A frase famosa - que ninguém diz em Casablanca, o clássico romântico de Michael Curtiz, de 1942 -, inspirou a Woody Allen o título de sua peça que o diretor Ross verteu para o cinema. O próprio Allen faz crítico de cinema que revive o triângulo entre Humphrey Bogart/Ingrid Bergman/Paul Henreid e o espírito de Boogie aparece para incentivá-lo a agir com a grandeza do Rick daquele filme. Há um culto a Bogart. Começou naquela época. Allen foi um de seus oficiantes. O programa possuirá um encanto especial para cinéfilos, com certeza. De madrugada, às 4h35, a emissora estará reprisando Celebridades, do próprio Woody Allen, com Leonardo DiCaprio. Reprise, colorido, 87 min.

O Príncipe das Marés

22 H NO TCM

(The Prince of Tides). EUA, 1991. Direção e interpretação de Barbra Streisand, com Nick Nolte, Blythe Danner, Kate Nelligan, Jeroen Krabbe, Melinda Dillon, Jason Gould.

Barbra Streisand foi indicada para o Oscar de direção - e Nick Nolte para o de melhor ator, por este drama sensível adaptado de um romance de Pat Conroy, o mesmo autor que inspirou Conrack, de Martin Ritt, em 1981. Nick Nolte faz um homem que guarda um segredo em seu passado e que agora precisa recorrer a uma psicanalista para tentar ajudar a irmã suicida. O fato de Barbra fazer a médica com certeza pode influenciar o espectador a não gostar de seu filme, mas Nolte é convincente - e emocionante - e a história possui uma ressonância muito forte. Isso vem do próprio Conroy, cujos escritos revelam comprometimento humano e social. Conroy, por exemplo, trata do racismo, por meio de professor branco que ensina crianças afrodescendentes numa comunidade carente. Reprise, colorido, 132 min.

Carrington, Dias de Paixão

4H45 NO MGM

(Carrington). Inglaterra/França, 1995. Direção de Christopher Hampton, com Emma Thompson, Jonathan Pryce, Steven Waddington, Rufus Sewell.

Roteirista - vencedor do Oscar - de Ligações Perigosas, o inglês Hampton também escreveu a peça (The Talking Cure) que originou o belo Um Método Perigoso, de David Cronenberg, em exibição nos cinemas. Este é seu filme mais famoso como diretor, e é bom. Trata da relação entre a pintora Dora Carrington e o escritor Lytton Strachey na Inglaterra dos primórdios do século 20. Ela teme assumir a própria sexualidade, numa época de muita repressão contra a mulher. Ele é homossexual, assumido. Vivem um amor platônico, e pouco convencional. Como estudo de personagens, o filme pode ser um pouco lento, mas vale a pena conviver por duas horas com essas figuras, magnificamente interpretadas por Emma Thompson e Jonathan Pryce. Reprise, colorido, 122 min.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.