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'Gisele quer fazer tudo em 10 minutos'

Com previsão de lançamento para o segundo semestre, livro da Taschen organizado pelo diretor de arte Giovanni Bianco traz biografia de Gisele Bündchen em fotos. Bianco fala ao Estado sobre a parceria e a publicação

Entrevista com

Giovanni Bianco, diretor de arte

Giovana Romani, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2015 | 02h05

Clique, clique, clique. São Paulo, Rio, Paris, Nova York, Londres, Tóquio, Berlim, Istambul. Mais cliques. Capas de revistas, editoriais de moda, campanhas publicitárias de roupas, perfume e maquiagem, retratos, ensaios conceituais… Os fotógrafos costumam dizer que as câmeras amam Gisele Bündchen e, nas últimas duas décadas, o amor foi correspondido, já que Gisele posou para elas milhares de vezes. Pode-se imaginar que não foi fácil a missão de escolher apenas algumas imagens desta trajetória para ilustrar o livro da editora Taschen dedicado à übermodel, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano. 

“Não consigo precisar quantas fotos vi, mas acredito que foram mais de 30 mil”, afirma o diretor  de arte Giovanni Bianco, que há quatro anos faz a curadoria de imagens ao lado da própria biografada. “Conheço Gisele desde 1995 e nem eu tinha ideia do quanto essa mulher trabalhou. Cheguei à conclusão que ninguém torna-se extraordinário sem trabalhar duro.” Nome de peso da moda internacional e responsável pelas capas dos álbuns da cantora Madonna, Bianco já dividiu o set com as principais modelos do planeta e atribui o sucesso de Gisele à energia única, à noção exata que ela tem do tempo e à preocupação com o universo ao seu redor.

É possível explicar por que Gisele é a modelo número 1 do mundo?
Ela é um fenômeno. Lembro da primeira vez que a vi, em um casting para a marca Forum, no Belenzinho, quando a Gisele tinha uns 15 anos. O Tufi Duek (estilista da grife na época) apaixonou-se pela beleza dela de imediato. Na hora, também a achei bonita, mas o que me marcou para sempre foi a energia daquela menina. Essa coisa da Gisele chegar e impressionar vem desde sempre.

Como foi o processo de edição do livro?
No meu primeiro encontro com ela para falar do livro, depois de uma primeira pesquisa, eu disse: “Escuta, a que horas que você ia ao banheiro?”. Gisele ralou para caramba. Nem eu tinha ideia do quanto que essa trabalhou.

Faz a curadoria foi difícil?
Muito. Pesquisei durante quatro anos e fotógrafos do mundo inteiro me mandaram arquivos. Porém, foi muito recompensador. Tenho uma relação profissional com Gisele há anos, mas por causa do livro pude conviver com ela mais de perto e como ser humano ela também é incrível. Gisele é simpática, família e se preocupa genuinamente com o planeta e as pessoas ao redor dela. Ainda tem uma relação com o tempo extraordinária: sabe o tempo do humor, o tempo do trabalho, o tempo do dinheiro. Tudo dá certo na vida da Gisele porque ela tem a capacidade de sacar o tempo.

E qual o defeito dela?
Quando ela coloca uma coisa na cabeça é difícil tirar. Mas ela é inteligente e ter uma opinião própria faz parte. Outro lado irritante é que ela quer fazer tudo em 10 minutos. E consegue. No fim, está certa. Por que ficar lá fazendo centenas de cliques se ela se garante no primeiro? Quando se trata de um trabalho complexo que exige muito, porém, ela é a última a querer sair. 

O que a diferencia das outras modelos?
Ela mesma fala que não tem a beleza mais perfeita, mas sabe que a força dela é o todo, o conjunto: conhecer o ângulo perfeito do rosto, saber se posicionar para a câmera e se movimentar da melhor maneira com a roupa que está vestindo. Entre as brasileiras, além da Gisele, só a Raquel Zimmermann e a Carol Trentini possuem tamanha clareza do trabalho que fazem. 

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