Gisele Bündchen brilha nas passarelas de Milão

Uma moda rústica, arrojada e sexy domina a coleção outono-inverno no desfile de Dolce & Gabanna em Milão, no domingo, que teve as supermodelos Gisele Bündchen e Naomi Campbel na passarela. Esta é uma das raras aparições da top model brasileira, que faz questão de desfilar para a dupla de estilistas italianos que marcaram o início de sua carreira.As cores da coleção de outono/inverno de 2003 da Dolce & Gabanna são o creme, o marrom e ocasinalmente o preto, jaquetas e calças com metais ou cintos metalizados. A mulher é sempre referendada na linguagem da moda milanesa. Paris pode ser o centro da expressão fashion, mas Milão é a cidade onde o gosto pela beleza feminina vem em primeiro lugar. Duas vezes por ano, criaturas raras, belas e jovens dominam a passarela, provenientes de lugares tão díspares como São Paulo, Brasil; Antuérpia, Bélgica; Sacramento, Califórnia e Praga, República Checa etc. Top models com cachês milionários, como o que a brasileira Gisele Bündchen ganhou para desfilar para a Victoria´s Secret o ano passado: US$ 12 milhões.A moda continua movimentando US$ 100 milhões por ano, somente em Milão, diz Brunella Casella, presidente da Associazione Servizi Moda. Essas modelos que os estilistas consideram indispensáveis ganham por volta de US$ 10 mil por desfile e se a temporada for boa uma modelo de sucesso pode faturar por volta de US$ 200 mil."Milão é uma pequena cidade, mas um grande centro fashion 365 dias por ano", diz Brunella. "Quase sempre, uma top model que começa carreira aqui pode trabalhar em Paris, Itália, Espanha, Grécia e Alemanha", diz. Não é preciso apenas ser bonita. A modelo mexicana Liliana Dominguez que fez nome com Yves Saint-Laurent, não tem um rosto lindo, mas um tipo de rosto que aparece uma vez em 20 anos.Para Stefano Gabbana, "uma entrada de Gisele Bündchen é eletrizante". Ele diz que antes, "as garotas russas tinham um glamour com as roupas porque sabiam como andar. Algumas estações atrás as brasileiras, como Gisele, além do glamour tinham um jeito especial de se locomover. Nesta, é a vez das belgas e das italianas".

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