LETICIA SOUZA
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Gira palco, gira forte

Um dos destaques é a peça Fauna, da cia mineira Quatroloscinco – Teatro do Comum, em que discutem temas como violência, desejo, liberdade, confissão e desamparo

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 02h00

Foi dada a largada para a oxigenação do cérebro artístico e para dar um refresco à cena urbanoide paulistana. Na sexta, 3, até o fim de agosto, SP recebe 20 espetáculos de teatro, dança e circo de 12 Estados, muitos deles inéditos.

Trata-se de mais uma edição do Festival Palco Giratório que se dará em oito unidades do Sesc. Um dos destaques é a peça Fauna, da cia mineira Quatroloscinco – Teatro do Comum, em que discutem temas como violência, desejo, liberdade, confissão e desamparo. Mais do que montagens em teatros convencionais, o Palco Giratório ganha espetáculos de rua como Os Cavaleiros da Triste Figura, do grupo sergipano Boca de Cena, inspirado em D. Quixote. Oficinas e discussões artísticas fazem parte do festival.

GUGU, DADÁ

O Palco Giratório abre uma categoria até então inédita, capaz de dar um calorzinho no coração dos mortais. É o teatro para bebês, com o espetáculo Cuco – A Linguagem dos Bebês no Teatro, da cia Caixa do Elefante, de Porto Alegre. A programação completa do festival está disponível no site do Sesc: www.sescsp.org.br.

 

PÉROLA SANTISTA 

Este ano o Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, de 5 a 15/9, terá atração extra. Dois diretores santistas, mas com atuação em SP, Nelson Baskerville e Luiz Fernando Marques, estão à frente da Manufatura de Monólogos. Supervisionam 11 projetos de criação de monólogos de artistas santistas como eles. E um charme a mais: a abertura do processo se dará durante o Mirada em um sítio arqueológico de 1524, no Engenho dos Erasmos, em São Vicente. Os monólogos vão ao palco de 7 a 11/11. 

 

NINA DE VISNIEC 

A atriz e diretora Denise Weinberg mergulha novamente no universo de Tchecov pelas mãos do dramaturgo romeno Matéi Visniec, de quem já havia dirigido A Máquina Tchecov. Agora assina a direção de novo texto do romeno, Nina ou Da Fragilidade das Gaivotas Empalhadas (foto à esq.), que estreia em 21/8 no porão do Centro Cultural. O elenco é formado por Edu Guimarães, Dinah Feldman, Francisco Brêtas e Gregory Slivar, que traz, 15 anos depois, o triângulo amoroso das personagens Trigorin, Treplev e Nina, de A Gaivota, durante encontro em uma casa isolada pela neve em meio à Revolução Russa (1917) – algo de gelar o coraçãozinho de pedra. 

 

BRASÍLIA QUER MAIS

Não só de política vive o ser, ainda que em ano eleitoral. E Brasília pode provar isso com a estreia em 21/8 de seu Festival Internacional de Teatro, o Cena Contemporânea. Esta edição terá mais de 30 montagens.


3 Perguntas para..

André Garolli, ator

1. Por que teatro?

Já soube responder, hoje não saberia dizer.

2. Qual peça foi uma revelação?

Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo, com Antonio Fagundes. Era engenheiro e nesse dia decidi ser ator.

3. Situação inusitada em cena.

O teatro Carlos Gomes (ES) pegou fogo no meio da peça, mas ninguém se machucou.

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