Gilberto Gil lança projeto de difusão de filmes nacionais

Quem acompanha com atenção o andar docinema nacional já ouviu falar do ?gargalo da distribuição?, omonstro alimentado pela lógica de mercado que impede que osfilmes nacionais ?não comerciais? cheguem ao público. A pedra nomeio do caminho entre diretor e espectador no Brasil é tamanhaque muitos acham que jamais será transposta. Não é o que pensamo ministro Gilberto Gil e o secretário do Audiovisual, OrlandoSenna. É por isso que hoje (5), na Cinemateca Brasileira,lançaram a Programadora Brasil. O objetivo não é exibir filmes em salas comerciais, maslevar clássicos e produções recentes aos cineclubes, escolas,bibliotecas e afins de todo o País. "Optamos pelo nome?programadora? porque não se trata de fins comerciais, mas deformação de um público que vai conhecer melhor seu cinema. E,depois, assistir aos novos filmes no circuito", diz Gil. Fruto de um projeto que consumiu R$ 1,2 milhão, aProgramadora começou a ser desenvolvida em 2006 e contou com acolaboração e a curadoria de diversos profissionais. Ao todo,foram selecionados 126 títulos, que abrangem nove décadas deprodução. Os longas , curtas e médias-metragens foram agrupadosem DVDs com 38 programas temáticos. Na lista, que deve chegar ater mil títulos até o fim do ano, há desde "Cafuné", de BrunnoVianna, de 2004, até clássicos de Humberto Mauro e "TerraEstrangeira", de Walter Salles, de 1995. Por enquanto, os DVDs, que podem ser adquiridos pelo site) serão vendidos somente a entidades, que os exibirãogratuitamente para o público. Mas Gil adianta que a idéia dedisponibilizá-los para os fãs do cinema em geral não estádescartada.

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