Gil recompõe ministério e abre seminário

O ministro da Cultura Gilberto Gil disse ao Estado que já recompôs a estrutura administrativa do MinC e que deve anunciar na próxima terça-feira os nomes dos novos assessores - em substituição aos que se demitiram antes do carnaval. Gil foi para a Ásia no meio de um turbilhão que atingiu a estrutura de gestão do Ministério da Cultura - após a demissão do assessor Roberto Pinho, por conta de irregularidades, demitiram-se também a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Maria Elisa Costa (filha do arquiteto Lúcio Costa); o coordenador do programa Monumenta (do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do MinC), Marcelo Carvalho Ferraz; e o assessor especial Antonio Risério.O ministro não confirmou a informação, mas o Estado apurou que deverão ser anunciados os nomes do antropólogo Antonio Augusto Arantes (da Unicamp e doutor pela Universidade de Cambridge) para o lugar de Maria Elisa Costa na presidência do Iphan. Outra surpresa deverá ser a nomeação do também antropólogo Hermano Vianna para o lugar de Antonio Risério. Vianna, autor dos livros O Mistério do Samba e O Mundo Funk Carioca e da série Música do Brasil, é irmão do cantor Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, e um dos curadores do Tim Festival.Depois de uma turnê artística pela Ásia e Oceania, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, reapareceu ontem em Salvador para a abertura do seminário Cultura & Desenvolvimento, que está sendo realizado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da ONU.Ontem, na abertura do seminário na Bahia, Gil falou a uma platéia de intelectuais de 7 países de língua portuguesa, entre eles Angola, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau e Timor Leste, e foi o mais aplaudido, fazendo um discurso improvisado sobre o idioma português. "A língua portuguesa é um dos grandes monumentos dessa construção trágica da humanidade", disse o ministro. "É essa língua que nos abraça a todos, que nos dá instrumento essencial na prática de viver, que irradia as possibilidades de alcance em relação a tantas outras línguas em tantos países, como os povos da África, as nações indígenas."O repórter viajou a convite do Ministério da Cultura.

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