Gil quer cultura no dia-a-dia do País

"O Estado não deve deixar de agir, jogar por trás dos ombros, acreditando nos mecanismos fiscais. O mercado não é tudo, não será nunca", disse o cantor e compositor baiano Gilberto Gil ao assumir nesta tarde o Ministério da Cultura, afirmando que não bastam leis deincentivo para promover essa área no País.Gilberto Gil criticou a violência e a desigualdade social no País e disseque a cultura deve integrar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, não mais como um órgão de menor importância, mas para "aconstrução de uma nova hegemonia geral do País". Para Gil, o "papel da cultura não é tático ou estratégico, mas central". Segundo Gil, sua tarefa no cargo será a de tirar o ministério da distância emrelação ao dia-a-dia dos brasileiros. "Quero um ministério presente em todos os cantos e recantos do país e que seja realmente a casa da cultura brasileira", disse Gil.O ex-ministro Francisco Weffort, que permaneceu no cargo desde o primeiro governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso até ontem (dia 1º), afirmou em longo discurso que estava contente de transmitir o cargo deixando uma parte estruturada e com um número crescente de projetos. Estiveram presentes à solenidade atores como Marcos Frota,Patrícia Pillar, Antônio Grassi, Sérgio Mamberto e Antônio Pitanga, e políticos, entre eles o ministro da Integração Nacional, CiroGomes, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o senador eleito Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e o líder do PT na Câmara,deputado João Paulo Cunha (SP).

Agencia Estado,

02 de janeiro de 2003 | 16h19

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