Gil pena com problemas técnicos

"Os novos alinhamentos astrais não acabaram com o mundo, mas em compensação...", brincou Gilberto Gil, ao entrar em cena com duas horas de atraso. Ele abriu o concerto de Stevie Wonder com sua banda sob um festival de problemas técnicos - instrumentos que não se ouviam, microfonia, vocais que sumiam.

O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2012 | 02h04

Mas, diplomata do ritmo, Gil foi levando e foi ganhando a plateia em um show que não chegou a uma hora de duração. Abriu com Realce, prosseguiu com A Novidade, esquentou com Não Chore Mais. Quando chegou a Is This Love?, já estava todo mundo dançando e balançando perigosamente a arquibancada. "Bob Marley, um daqueles da turma do Stevie!", afirmou, arrancando gargalhadas.

Quando cantava Aquele Abraço, o lado político falou mais forte e ele encaixou ali um princípio de ecumenismo futebolístico. "Alô, torcida do Flamengo, do Vasco, do Botafogo e do Fluminense: aquele abraço!". Logo a seguir, disse: "Teve um samba do Rio, agora tem um samba da Bahia". E atacou Andar com Fé.

Gil também fez uma versão alucinante de Domingo no Parque, com uma quebra de tempos na percussão interessante, algo que orgulharia Rogério Duprat. Quando chegou a Palco, o Imperator já tinha esquecido completamente o atraso.

A banda de Gil é de extrema competência, e atravessou o inferno técnico com galhardia, com ajuda dos scats do baixista Arturzinho Maia e dos solos de Sergio Chiavazzoli. / J.M.

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