Gil lança Plano Nacional do Livro na Bienal

O ministro Gilberto Gil acaba de encerrar a cerimônia de lançamento do Plano Nacional do Livro e Leitura, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Cultura e Educação. O PNLL transforma a democratização do acesso aos livros em política de Estado e articula metas de ação, entre governo, iniciativa privada e sociedade em geral para os próximos 20 anos, com o objetivo final de elevar em 50% o índice de leitura no País - do atual 1,8 para 2,7 livros por habitante/ano. "O plano é um pacto entre o governo e a sociedade para resolver esta questão tão complexa", observou Gil, ao fim da cerimônia. "Mas nada garante a sua realização pelos próximos governos. O que ele faz é estabelecer um compromisso e um apelo à responsabilidade dos governos." Questionado sobre se estaria disposto a continuar na batalha pela Cultura, no caso da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro, Gil se mostrou simpático à idéia. Mas no seu tom costumeiro, disse que "pode ser que sim, pode ser que não". "Primeiro, o presidente Lula teria de ganhar a eleição, em segundo lugar me chamar para continuar no Ministério e, em terceiro, eu teria de aceitar", brincou. Já no caso da candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo PV, que chegou a ser ventilada na semana passada, ele revelou que não é grande entusiasta da proposta. "Eu recebi esta possibilidade com muita quietude. Disse a uma das patrocinadoras da idéia, uma militante do PV, que ela se defronta com vários problemas e o primeiro é a minha vontade. Há ainda a questão partidária, como a candidatura seria recebida lá no PV e a formação de alianças, além do quadro político no Rio e o fato de que eu sou ministro de Estado e, se aceitasse, teria de deixar o Ministério da Cultura em duas semanas."

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