Gil lança Ano do Brasil na França

"Com quantos Brasis se faz um Brasil" foi o lema de lançamento, hoje em Paris, do Ano do Brasil na França, um conjunto de eventos que visa divulgar a diversidade cultural, social e econômica brasileira durante 2005. A frase - tirada de uma canção composta por Lenine - foi destacada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Michel Barnier, durante a apresentação do Ano do Brasil. "Queremos dar uma imagem da variedade e da intensidade da cultura brasileira, sem filtro nem intermediário", declarou o ministro brasileiro da Cultura, Gilberto Gil. "Este evento vai permitir-nos fazer uma redescoberta do Brasil e satisfazer uma curiosidade nunca saciada" frisou Barnier. Intitulado Brésil, Brésils (Brasil, Brasis), o Ano do Brasil, que se segue ao Ano da China, celebrado em 2004, pretende mostrar a diversidade e modernidade da cultura brasileira através de dezenas de espetáculos, exposições, concertos e palestras, de 15 de março a 15 de dezembro.Os diversos eventos foram divididos em três tópicos. Raízes do Brasil, inspirado em Sérgio Buarque de Holanda, pretende revelar a alma brasileira e as suas raízes indígenas e africanas, as obras barrocas e a música popular. Verdade Tropical, baseado na obra de Caetano Veloso, tenta retratar o gênio inventivo dos músicos e artistas. Finalmente, Galáxias, conceito retirado de Haroldo de Campos, vai ilustrar a criatividade contemporânea brasileira em diversos campos, como a fotografia, o cinema, o teatro, a dança e as artes plásticas. Da programação revelada hoje destaca-se uma grande exposição inédita na Europa intitulada Brasil Índio, que reunirá no Grand Palais, em Paris, mais de 300 peças, como máscaras, cerâmicas ou tecidos. Estão previstos numerosos eventos artísticos por todo o país, aos quais se juntam conferências sobre a atividade econômica e social do Brasil. No dia 14 de julho de 2005, dia da festa nacional francesa, está prevista uma visita do presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à França, a convite de Jacques Chirac.

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