Gil em longa batalha por recursos para a Cultura

A busca do Ministério da Cultura por recursosestá longe de terminar. Hoje, no Rio, o ministro Gilberto Gil informou que negocia com as estatais uma política comum depatrocínios pelas leis Rouanet e do Audiovisual, mas afirmou que a BR-Distribuidora, que investe R$ 50 milhões por ano estácom as verbas comprometidas até 2005 e que as leis estaduais de incentivo à cultura serão prejudicadas pela reforma tributáriaque acabará com a renúncia ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que aportam R$ 170 milhões à cultura por ano.Gilberto Gil, no entanto, lembrou que essa situação pode se reverter.?As outras estatais não têm essa situação e a BR renegocia seu contratos. Talvez, daí sobre algum recurso para novos projetosou, então, a empresa aumente a porcentagem de seus lucros destinados à cultura?, sugeriu o ministro. Sobre as leis estaduais,ele estuda com a equipe econômica e com os parlamentares que cuidam da reforma tributária uma saída para o impasse. ?Podeser um aumento de verba orçamentária nos primeiros anos ou uma exceção no veto à renúncia para projetos culturais. Aindavamos encontrar uma saída.? O ministro passou o dia no Rio. De manhã, inaugurou a restauração dos azulejos da igreja doOuteiro da Glória, uma obra de R$ 1,7 milhão patrocinada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econônico e Social (BNDES),que entrou com 80%, Petrobrás (10%) e Fundação Espírito Santo, de Portugal (10%). Na inauguração, o presidente do BNDES,Carlos Lessa, anunciou que o banco vai financiar também o restauro dos afrescos do Theatro Municipal do Rio, pintados porEliseu Visconti. ?Ainda não temos o orçamento, mas deve ser caro porque é uma tecnologia em desuso, com poucosprofissionais especializados?, alertou.Gil almoçou na Câmara de Americana de Comércio e, de tarde, foi à Ponticífia Universidade Católica do Rio, onde assinou umconvênio com a Incubadora Cultural Gênesis para realizar o Estudo da Cadeia Produtiva da Economia da Música no Rio deJaneiro, que vai indicar com quanto a atividade contribui para a economia do Estado. ?Pela primeira vez vamos quantificar o setore ter bases para estabelecer políticas?, comentou.À noite, Gil encontrou-se com representantes do movimento negro e com o presidente da Fundação Palmares, Ubiratan deAraújo, no Palácio Gustavo Capanema.

Agencia Estado,

23 de junho de 2003 | 21h03

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